Gisele Bündchen é "a maior estrela da história da moda", segundo jornal

O britânico The Independent afirma que "há supermodelos - e há Gisele"; capacidade de gerenciar negócios seria uma das razões para o sucesso da top

Da redação Publicado em 12/05/2009, às 11h20

Gisele Bündchen é a "menina de ouro" da moda - e a mais reluzente de todos os tempos. O confete foi jogado pelo jornal britânico The Independent, que dedicou quatro páginas da edição desta terça, 12, à modelo brasileira.

De cara, a matéria afirma que "há supermodelos - e há Gisele". Mais do que über, a gaúcha de 28 anos é categorizada como "a maior estrela da história da moda" e "rosto de uma geração". Segundo a revista Forbes, a fortuna da modelo, recentemente casada com o jogador de futebol americano Tom Brady, é de US$ 150 milhões (R$ 308 mi). Com os US$ 35 mi (R$ 72 mi) recebidos em 2007, ela virou a modelo mais bem paga da história e 16ª mulher mais rica do mundo - a informação, registrada no livro Guiness, deixa claro que a definir como "recordista" é mais do que apenas uma maneira de falar.

Entre outras classificações, ela é louvada por ser avessa a controvérsias e estrelismos, além de ser conhecida como "the boobs of Brazil" - isso mesmo: "os peitos do Brasil".

Gisele é tida como capitã de uma nau de modelos brasileiras que, a partir dos anos 1990, começou a aportar nas principais semanas de moda do planeta. Em 1999, a revista Vogue EUA lhe estampou na capa - sua primeira após cinco anos na labuta de modelo - e pôs a seguinte legenda: "o retorno das modelos sexy". "Ao lado de tantas contemporâneas sul-americanas, todas igualmente com peles perfeitas, cabelos brilhantes e curvas sedutoras, só Bündchen permaneceu em evidência por tanto tempo", diz a matéria.

Para o jornal, a capacidade de se manter em fincar âncora em um ambiente de alta rotatividade não se deve apenas ao "rostinho bonito" de Gisele. O know-how de Gisele, quando o assunto é multiplicar sua fortuna, "não passou em branco fora do mundo da moda". O economista Fred Fuld, inclusive, chegou a criar, no início de 2007, o "índice de ações Gisele" - um apanhado das marcas que contrataram a top. Um ano depois, o índice havia galopado 29% em comparação com a alta de 6,5% do índice Dow Jones (da Bolsa de Nova York). Isso, evidentemente, em um panorama pré-Crise. Hoje, o "índice Gisele" encolheu 15,7%, em comparação a janeiro de 2007. Mas o Dow Jones levou a pior: caiu mais de 30% no período.

A marca Victoria's Secret, no entanto, viu suas economias em queda livre antes do colapso da economia mundial. Após sete anos pondo as asinhas de fora, literalmente, para as ornadas lingeries da grife, a modelo deixou de ser uma "angel" em 2007. De lá para cá, estima-se que o preço das ações da companhia tenha despencado em 31,5%.

Traduzindo para a vida real, a vida de Gisele foi, sim, afetada pela crise. Seu flat em Nova York está à venda desde o ano passado - dos R$ 19,2 milhões cobrados em um primeiro momento, agora é possível arrebatar a propriedade por R$ 10,3 mi. Ela mantém uma residência no vaor de R$ 33,3 em Manhattan e algumas casas, inclusive em Porto Alegre. Uma casa de praia na Costa Rica, onde ela e o marido renovaram os votos matrimoniais, teve de ser vendida para Leonardo DiCaprio - com quem ela namorou entre 2000 e 2005, aliás.

Gisele voltará ao Brasil em junho, para fazer as vezes novamente de garota-propaganda da Colcci, no primeiro dia de desfiles da São Paulo Fashion Week.