Governo Bolsonaro deu prazo de 4 horas para reunião sobre proposta suspeita de propina; entenda

Ministério da Saúde do Governo Bolsonaro respondeu à suposta oferta de 400 milhões de doses feita pela Davati no mesmo dia, em 26 de fevereiro

Redação Publicado em 30/06/2021, às 10h56

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Jair Bolsonaro olha para o lado com a mão para frente (Foto: Gabriela Bilo / Estadão Conteúdo / Agência Estado / AP Images)

Mesmo com o histórico em não ter pressa para adquirir vacinas, o governo de Jair Bolsonaro (sem partido) quis marcar em quatro horas e meia uma reunião com representante de empresa que fez oferta de 400 milhões de doses da AstraZeneca. No encontro, contudo, o Ministério da Saúde supostamente fez uma proposta de propina.

Luiz Paulo Dominguetti, representante da Davati Medical Supply, disse à Folha que Roberto Dias Ferreira, então diretor de Logística do Ministério da Saúde, pediu propina de US$ 1 por dose da AstraZeneca para fechar negócio. 

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Segundo blog do Octavio Guedes no G1, a proposta da Davati chegou ao ministério em 26 de fevereiro, um dia depois de um jantar entre o representante da empresa e o diretor do Ministério. No encontro, Roberto Dias teria feito a proposta de propina. 

Logo após receber a proposta dia 26 de fevereiro, o Ministério da Saúde respondeu. Às 10h37, a pasta pediu uma outra reunião com representantes da Davati para depois de quatro horas e meia, às 15h.

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Imagem obtida pelo blog do Octavio Guedes no G1 (Foto: reprodução)

O blog de Octavio Guedes obteve a imagem da mensagem, na qual a pasta diz manifestar "total interesse na aquisição das vacinas desde que atendidos todos os requisitos exigidos." Confira a foto:

Apesar de a empresa Davati se caracterizar como distribuidora de produtos farmacêuticos e de proteção individual, o laboratório AstraZeneca disse em nota não ter intermediários no Brasil.

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Segundo o G1, A CPI(Comissão Parlamentar de Inquérito) da Covid, que investiga a atuação do governo Bolsonaro durante a pandemia, deve convocar para depor o representante da empresa Davati Medical Supply no Brasil, Luiz Paulo Dominguetti Pereira ainda nesta semana. 

 


 

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