Governo de Cuba faz campanha de repúdio ao reggaeton

Uma nova lei deve em breve determinar quais tipos de música poderão ser reproduzidos em rádios e espaços públicos

Redação Publicado em 07/12/2012, às 12h37 - Atualizado às 13h14

Eddy-K
Reprodução

Da safra mais recente de ritmos latino-americanos, muitos ressaltam a sensualidade e a conquista entre homem e mulher. No Brasil, por exemplo, é o que acontece com o axé ou o funk. Em Cuba, o reggaeton segue caminho semelhante, mas não está agradando os governantes da ilha caribenha, que querem proibir a música de ser executada por rádios ou em locais públicos.

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“Por um lado é agressivo, com letras sexualmente obscenas que deformam a sensualidade inata da mulher cubana, projetando-as como grotescos objetos sexuais. E tudo isso em cima de uma música de péssima qualidade”, disse Orlando Vistel Columbié, chefe do Instituto de Música Cubana, ao órgão oficial Granma.

Os músicos que tocam reggaeton, como Eddy-K (foto), estão perto de serem banidos das rádios, embora Columbié garanta que mesmo assim quem quiser ouvir o ritmo dentro de casa será permitido. “Obviamente todo mundo é livre para escutar a música que quiser em sua privacidade, mas essa liberdade não inclui o direito de reproduzir em espaços como restaurantes, cafés, ônibus ou outros espaços públicos.”

Columbié explicou ainda que uma nova lei deve em breve determinar quais tipos de música poderão ser reproduzidos publicamente. De qualquer forma, os habitantes de Cuba poderão ouvir reggaeton nas rádios, já que muitas estações de Miami podem ser sintonizadas da ilha.