‘Grande erro’ do governo Bolsonaro na pandemia foi não orientar população, afirma Mourão

Em entrevista, o vice-presidente Hamilton Mourão também falou sobre a relação com o presidente Jair Bolsonaro

Redação Publicado em 23/06/2021, às 09h33

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Vice-presidente Hamilton Mourão (Foto: Andressa Anholete/Getty Images)

O general Hamilton Mourão (PRTB) disse, em entrevista à GloboNews, que o maior erro do governo federal durante a pandemia foi não orientar a população. Segundo informações da Folha, o vice-presidente também admitiu que não foi procurado por Jair Bolsonaro (sem partido) para conversa sobre reeleição.

Durante conversa, Mourão citou companhas de vacinação realizadas no Brasil em outras épocas, e comentou sobre a falta de orientação à população: “Esse foi o grande erro. Isso teria sido um trabalho eficiente do nosso governo.”

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O vice-presidente não negou suposta conversa com o ex-ministro da Saúde general Eduardo Pazuello na qual teria criticado o colega por não ter ido para a reserva ocupar um cargo político do governo de Jair Bolsonaro. Apesar de não revelar o teor do encontro, fez ressalvas sobre a atitude de Pazuello:

"Ele já tinha atingido o patamar mais elevado no Exército e era hora de passar para a reserva. Ele teria mais liberdade de manobra para trabalhar," afirmou. Em seguida, Mourão disse: "Pazuello não é o Exército nem o Exército é o Pazuello, apesar dele ser um militar."

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Ainda, Mourão explicou que o fato de Pazuello ter sido escalado para o ministério, não significa uma intervenção militar na pasta: "O Exército não foi escalado para controlar o Ministério da Saúde. O presidente escolheu o Pazuello, que casualmente levou 10, 12 doze militares para trabalhar com ele."

Relação entre Mourão e Bolsonaro 

Segundo a Folha de S. Paulo, o vice-presidente também falou sobre a relação com Bolsonaro, e citou os recentes acessos de fúria do chefe de Estado: "Ele passou a sofrer críticas desde o dia menos um. Às vezes, é aquela história, o camarada se irrita. Tem dias em que a pessoa se irrita."

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Mourão disse não ter sido convocado pelo presidente para conversas sobre a reeleição, e negou querer ocupar o cargo de Bolsonaro. Ainda, o vice afirmou ser leal, principalmente, à Constituição brasileira: 

"Prestei um juramento quando fui empossado. Mas eu não vejo hoje, apesar de todas as turbulências, que em algum momento o nosso governo e em particular a pessoa do presidente Bolsonaro tenha atravessado aquele rubicão, aquela linha-limite de alguma atitude que seja prejudicial à nação como um todo," afirmou.

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