Gravadora irá relançar os dois primeiros discos do Charlie Brown Jr.

EMI colocará Transpiração Contínua Prolongada e Preço Curto... Prazo Longo de volta às prateleiras em abril

Redação Publicado em 12/03/2013, às 17h57 - Atualizado em 13/03/2013, às 14h02

Chorão
TV Globo/Divulgação

Chorão no auge da sua forma – artística e física – destilando versos jovens sobre amores e rebeldias da idade. A EMI, que foi a gravadora da banda desde 1997, ainda como Virgin, planeja uma homenagem à banda e ao vocalista Chorão, que foi encontrado morto na última quarta-feira, 6, no apartamento dele, em São Paulo. O cantor e compositor tinha 42 anos.

Relembre a trajetória e os sucessos do Charlie Brown Jr.

A gravadora irá relançar Transpiração Contínua Prolongada e Preço Curto... Prazo Longo, originalmente de 1997 e 1999. Os discos, que virão com o encarte original e no mesmo formato com o qual foram lançados nos anos 90, retornam às lojas no começo de abril. Os preços ainda não foram divulgados.

Ao todo, foram nove álbuns de estúdio lançados – e apenas um deles fora da EMI/Virgin, o último, Camisa 10 (Joga Bola até na Chuva), de 2009.

Dos dois primeiros álbuns saíram algumas das canções que mais fizeram sucesso do Charlie Brown Jr., como “O Coro vai Comê!”, “Tudo que Ela Gosta de Escutar” e “Proibida pra Mim (Grazon)”, da estreia, Transpiração Contínua Prolongada. No segundo disco, vieram os hits “Zóio de Lula” e “Te Levar”, esta que integrou a abertura da novela teen Malhação por muitos anos.

Cedo demais: artistas brasileiros que morreram antes dos 50.

Foi com esses dois trabalhos que o Charlie Brown Jr. deu os primeiros passos em direção à popularidade, unindo sonoridade roqueira com skate, hardcore punk com o reggae. E, à frente de tudo isso, Chorão e suas letras.

A morte de Chorão

Alexandre Magno Abrão tinha 42 anos e foi encontrado morto no apartamento que, segundo amigos de familiares, era o espaço comumente usado por ele para se drogar. O corpo foi achado pelo segurança e pelo motorista do cantor, Victor Vasconcelos e Kleber Atalla, respectivamente. O imóvel, localizado em Pinheiros, na zona oeste de São Paulo, estava muito danificado por dentro, com um buraco na parede, tacos arrancados, portas e interruptores quebrados, e até um ar condicionado arrancado da parede. Chorão tinha problemas para controlar a agressividade, principalmente quando estava sob efeito de cocaína, reportam conhecidos. Ele tinha ainda ferimentos em uma das mãos, no pé e no rosto. Além do medicamento Lexotan e do anestésico bucal Nene Dent, havia no apartamento um pó branco, que a polícia acredita ser cocaína, e um canudo feito com uma folha de cheque.

O velório e o sepultamento de Chorão aconteceram em Santos. Cerca de cinco mil pessoas passaram pela Arena Santos, onde ele foi velado. Após as investigações – em duas semanas, exames devem revelar a causa da morte –, o corpo do vocalista será cremado, como era o desejo dele.

Veja fotos do velório de Chorão.