Grupo de hackers Anonymous faz graves acusações contra Trump, cita Bolsonaro e pai de Julian Casablancas

Ao pedirem justiça por George Floyd, os hackers ameaçaram divulgar crimes cometidos por políticos, empresários e celebridades

Redação Publicado em 01/06/2020, às 10h31

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Representante do Anonymous (Foto: Reprodução / Twitter)

O grupo de hackers Anonymous ressurgiu na internet para apoiar os protestos antirracistas que tomaram conta de diversas cidades dos Estados Unidos depois da morte de George Floyd, um homem negro, por um policial branco no dia 25 de maio. 

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Nas redes sociais, o grupo divulgou um vídeo em que um homem mascarado pede por justiça e declara: “Infelizmente, não confiamos na sua organização corrupta para fazer justiça, então estaremos expondo seus muitos crimes ao mundo”.

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Em seguida, o Anonymous respondeu um tuíte de Donald Trump e compartilhou uma lista de nomes ligados a Jeffrey Epstein, empresário condenado por abuso sexual e tráfico de menores de idade.

De acordo com o Hugo Gloss, a lista contém o nome do presidente dos Estados Unidos, acusado pelos hackers ativistas de usar a morte de Epstein para encobrir o envolvimento dele nos mesmos crimes cometidos pelo empresário. 

“Nós desafiamos as autoridades dos EUA e a Interpol a abrirem uma investigação sobre Trump e seu envolvimento na rede de tráfico de crianças de Epstein, que ainda é muito ativa e tem comprometido serviços de inteligência e segurança na Europa, e os cinco olhos - união de inteligências da Austrália, Canadá, Nova Zelândia, Reino Unido e Estados Unidos-, através de chantagem”. 

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Jair Bolsonaro também foi mencionado. De acordo com o Anonymous, o presidente brasileiro pode estar ligado a John Casablancas, empresário e fundador da agência de modelos Elite Model acusado traficar crianças.

Casablancas foi próximo de Trump e trabalhou como intermediário dos negócios do presidente norte-americano no Brasil, segundo os hackers. Ele foi agente de Ivanka, filha de Trump, e pai de Julian Casablancas, vocalista do The Strokes

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“Algo que as pessoas devem olhar no Brasil é investigar se Bolsonarotem algum vínculo com o traficante e estuprador de crianças John Casablancas, um associado próximo de Trump, que atuou como intermediário para o negócios de Trump no Brasil sob algum cargo obscuro e indefinido”. 

A lista ainda inclui os brasileiros Pedro Diniz e Mário Garnero; a modelo Naomi Campbell; os membros da família Kennedy, Edward, Ethel e Jo. As filhas de Trump, Ivanka e Ivana, também foram citadas junto com o advogado Michael Jackson; o príncipe Andrew, filho da rainha Elizabeth IIe Bill Gates.


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