Guia Lollapalooza: 1º dia tem Arctic Monkeys "diferentão", Sam Smith romântico e prova de fogo para os Tribalistas

Rolling Stone Brasil separa as principais atrações do primeiro dia de festival, que ainda tem Macklemore, The 1975 e destaques da cena indie brasileira

Redação Publicado em 05/04/2019, às 07h51

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Alex Turner, vocalista do Arctic Monkeys (Foto: Valente Rosas / Agência El Universal / AP)

Começa nesta sexta, 5, o primeiro dos três dias de Lollapalooza Brasil 2019, realizado também no sábado, 6, e domingo, 7. Cada dia é tão diferente do outro no Autódromo de Interlagos que a preparação para o festival pode ser comparada àquela dos atletas de triatlo. Um dia de corrida, outro de nado, outro de ciclismo. 

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Por isso, a Rolling Stone Brasil preparou e estreia, a partir desta sexta, uma série de três guias para o Lollapalooza 2019, com as dicas mais urgentes e preciosas sobre como aproveitar melhor o dia de festival.     

A começar pela sexta-feira, primeiro dia de shows, na qual o protagonismo se recai sobre o Arctic Monkeys, na sua fase mais "diferentona", e também nos ombros dos Tribalistas, artistas brasileiros com maior destaque no pôster do festival e na escalação geral. 

Até o momento da finalização deste texto, podemos dizer que a metereologia prevê bastante sol (mais especificamente entre 21ºC e 32ºC), com possibilidade de chuva no fim da tarde, entre 17h e 20h. 

Então leve um o boné, óculos escuros, protetor solar porque esse deve ser o dia mais quente do festival. Embora o temporal possa se dissipar até lá, também tenha consigo uma capa de chiva.

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E chegue cedo ao Autódromo de Interlagos, porque o som começa alto a partir das 12h30, com duas bandas nacionais de destaque na cena alternativa. São elas: BRVNKS e Molho Negro. As duas iniciam suas apresentações ao mesmo tempo, nos palcos Budweiser e Adidas respectivamente.

Liderada por Bruna Guimarães, a BRVNKS faz parte da nossa lista de artistas "lado B" que merecem sua atenção no Lolla.

O começo de tarde costuma ser dedicado aos artistas nacionais, enquanto a noite é dos gringos - a única exceção é para os shows dos Tribalistas, que tocam às 18h05, no palco Budweiser. 

Portanto, chegar cedo é sinônimo de conhecer melhor quais são as novas caras do rock nacional. Atração da sexta, com show às 14h, no palco Budweiser, por exemplo, Scalene é um grupo que despontou com força graças à participação em um reality show da TV Globo e hoje é força importante do indie brasileiro. 

Vale também destacar a performance do Autoramas, grupo com 20 anos de estrada, sempre no esquema "faça-você-mesmo". 

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Se a previsão do tempo estiver certa, por volta das 16h o asfalto vai estar escaldante e o corpo implorando por água. Hidrate-se, porque é neste horário que se apresentam grandes nomes do indie.

Às 14h50, no palco Onix, a banda Portugal. The Man começa o show. Aclamado por sua energia, o grupo é conhecido também por não fazer pausas entre as músicas, e encaixar entre uma e outra covers de clássicos do Metallica e Pink Floyd

Os ingleses do Foals sobem ao Budweiser às 15h55, para mostrar seu intenso novo álbum, Everything Not Saved Will Be Lost Part I (leia aqui nossa entrevista com a banda sobre o disco), enquanto no palco Adidas o cantor Troye Sivan esbanja carisma com seu pop alternativo (que também aparece na nossa lista de atrações "lado B" imperdíveis).

The 1975 é aquela banda que era conhecida por seu som mais emocore, mas que lançou em 2018 um disco elogiadíssimo e bem variado sonoramente, com elementos eletrônicos incorporados às guitarras, e eles tocam no Onix às 17h.

Quem inicia os shows do fim da tarde, às 18h, é talvez a atração que mais gerou comentários polarizados sobre o festival: os Tribalistas. Marisa Monte, Carlinhos Brown e Arnaldo Antunes levam toda sua brasilidade somada para o palco Budweiser do festival.

O trio divide horário com a cantora e guitarrista St. Vincent, que chega ao Adidas com seu rock experimental e carregado de imagens impactantes.

O cantor e compositor britânico Sam Smith é responsável pelo último show antes das atrações finais e principais desse primeiro dia de Lolla 2019. Com dois discos na carreira, o artista canta sem medo do amor e, principalmente, de corações partidos. Cuidado para não ser pego de surpresa por um verso triste e chorar durante o festival, certo? Smith toca às 19h25, no palco Onix.

A essa altura do dia, ou melhor, da noite, as pernas já passaram pelo estágio de cansaço e devem entrar na fase de movimentação automática e indolor. E é ao som de Arctic Monkeys ou de Macklemore que o público vai usar suas gotas finais de energia.  

Com batidas ecléticas e rimas rápidas quase que impossíveis de cantar junto, o rapper se apresenta no palco Adidas. O show começa às 21h.

O Arctic Monkeys pluga suas guitarras no mesmo horário, no Budweiser, e a setlist promete agradar a fãs de todas as fases pelas quais a banda passou, conquistou e perdeu seguidores.

A banda de Sheffield deve transitar por parcelas de todos os seus cinco discos: desde clássicos da era de um Alex Turner jovem e com cabelinho de lado de Whatever People Say I Am, That's What I'm Not (2006) e Favourite Worst Nightmate (2007), até o divisor de águas AM (2013) e o mais recente e ousado Tranquility Base Hotel & Casino, com sua ambientação sci-fi retrô. Saiba exatamente o que esperar deste show polêmico

O sábado, 6, de Lollapalooza 2019 será comandado pelo Kings of Leon (saiba tudo o que esperar sobre o show aqui). O domingo será a vez do rapper sensação Kendrick Lamar