Há 42 anos, Sex Pistols fazia o último show da carreira após turnê conturbada pelos EUA

Na trajetória meteórica, a banda lançou apenas um álbum de estúdio

Redação Publicado em 14/01/2020, às 21h29

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Sex Pistols em 1977 (Foto: AP)

No dia 14 de janeiro de 1978, os Sex Pistols fizeram o último show da carreira após uma turnê conturbada pelos Estados Unidos. Poucos dias depois, o grupo anunciaria o término da banda.

A apresentação com um público de 5.500 pessoas na cidade de São Francisco marcou a última vez que os integrantes Johnny Rotten (John Lydon), Steve Jones, Paul Cook e Sid Vicious tocaram juntos - o baixista morreu em 1979.

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A tour do grupo de punk foi marcada pelo vício de Sid, pelo desprezo da imprensa norte-americana, pela falta de planejamento nos shows e até por complicações no aeroporto. Vale lembrar também que os EUA estavam na ascensão do disco, então o punk não era o carro-chefe musical da época.

Antes de encerrar a apresentação e sair do palco, Johnny Rotten gritou para a plateia: "Você já teve a sensação de que foi enganado?". Em 1993, o músico relembrou a turnê e escreveu na autobiografia que a banda nesse período "era uma farsa ridícula. A coisa toda era uma piada."

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O conflito de Rotten com o grupo foi tão intenso que, em janeiro de 1978, ele retornou a Londres e voltou a usar o nome de batismo, John Lydon. O músico não queria mais que o chamassem pelo apelido que o eternizou no cenário punk.

Dois anos antes, a história dos Sex Pistols tinha começado no dia 6 de novembro de 1975, quando o grupo subiu ao palco pela primeira vez para revolucionar o movimento punk. A partir daí, a banda seria conhecida pelo som pesado e pela trajetória agitada e meteórica.

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Na carreira, os Sex Pistols lançaram apenas um álbum de estúdio (Never Mind the Bollocks, Here's the Sex Pistols). Os polêmicos singles - o mais memorável sendo "God Save the Queen” - marcaram o estilo único do grupo.


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