Haddad não acredita em Bolsonaro ‘paz e amor depois que Queiroz foi preso’

O ex-prefeito de São Paulo não poupou críticas ao Presidente da República em entrevista ao Roda Viva

Redação Publicado em 07/07/2020, às 10h04

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Fernando Haddad (Foto: Getty Images / Victor Moriyama / Correspondente) e Jair Bolsonaro (Foto: Andressa Anholete, Getty Images)

Fernando Haddad não acredita em um Jair Bolsonaro “paz e amor” depois que Fabrício Queiroz foi preso. O político participou da última edição do programa Roda Viva e  não poupou críticas ao atual Presidente da República, segundo informações do Uol.

"Mas o clima de liberdade, essa conquista a duríssimas penas que custou a vida de brasileiros, duas gerações para gente conquistar essa essência da humanidade de ter a liberdade de poder se expressar, errar, acertar, isso que temos que defender." 

Ele completou: “Não acredito no Jair paz e amor depois que o Queiroz foi preso. É uma estabilidade que está sendo comemorada que é falsa".

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Para o ex-prefeito da cidade de São Paulo, Bolsonaro possui um “método muito parecido com a comunicação de massa do fascismo” para influenciar a “boa-fé das pessoas” e “criar inimigos imaginários da nação".

“Muito difícil imaginar que o Bolsonaro tenha compreendido a essência do cristianismo, aliás, é próprio do fascismo matar o cristianismo falando de cristo [...] A maneira como ele usa a comunicação: a fake news não é um expediente do Bolsonaro, é uma prática".

O representante do PT nas eleições presidenciais de 2018 ainda falou sobre a situação da pandemia de coronavírus e as vidas perdidas “por causa do Presidente da República”. Além disso, Haddad comentou a decisão de veto no uso de máscaras em penitenciárias e locais de cumprimento de medidas socioeducativas.

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"Não estaríamos nessa situação se tivéssemos uma liderança a altura da importância do Brasil no mundo. Estamos perdendo emprego por causa do presidente. Podíamos passar quatro anos sem saber que ele é um incompetente. Infelizmente estamos tendo a prova disso num momento de dor nacional".

Ele completou: "Agora, essas coisas das máscaras. Eu não sei se é sadismo, falta de empatia, uma demonstração tola de autoridade, não sei o que se passa na cabeça de uma pessoa tão desequilibrada quanto Bolsonaro. Olha o que estamos vivendo!”.


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