Harry Styles incorpora um deus do rock e um cavalheiro no novo disco Fine Line [ANÁLISE]

O ex-One Direction faz um rock retrô com um toque sensível em um excelente álbum

Nick Catucci/Rolling Stone EUA Publicado em 12/12/2019, às 16h21

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Harry Styles (Foto: Reprodução / Ryan McGinley para Rolling Stone EUA)

Em setembro deste ano, a Rolling Stone EUA publicou uma entrevista com o ex-One Direction, Harry Styles, para falar pela primeira vez sobre o lançamento do novo disco, Fine Line, embora sem muitos detalhes de canções e data de estreia. 

Depois de quase três meses de espera, Fine Line será oficialmente lançado nesta sexta, 13. No entanto, já estão disponíveis três singles que integram o álbum, "Lights Up", que ganhou um videoclipe, "Watermelon Sugar" e "Adore You" - lançamento mais recente e também acompanhado de um vídeo. 

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A Rolling Stone EUA já deu um spoiler e revelou que "Harry Styles é um deus do rock e um cavalheiro" no segundo disco, além de avaliar o novo projeto em quatro de cinco estrelas.

Se você espera por evidência da psicodelia do músico com os cogumelos que ele revelou ter ingerido enquanto gravava o disco, você terá que esperar até a penúltima música de Fine Linepara uma dose. Em "Treat People With Kindness", até um coro gospel está presente na canção para levar Styles para mais alto.

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Apesar de Harry Styles, disco de estreia do cantor em 2017, ter sido glorioso, Fine Line não é a viagem misteriosa que alguém poderia ter presumido. A ideia do novo projeto segue o conceito do primeiro álbum, inspirado no rock clássico.

Inclusive, o uniforme clássico dele - as calças esvoaçantes e cintura alta combinadas com camisas desgrenhadas em cores aerodinâmicas e primárias - reafirmam Styles no conceito do homem do rock and roll.

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Os toques dos anos 1960 e 1970 estão por todo o disco - um pequeno órgão, um pouco de clavinete e até instrumentos especiais de George Harrison, como cítara e sarangi - são habilmente misturados com doses de pop-rock que certamente farão você dançar, como "Adore You" e "Lights Up".

"Cherry" é uma balada destruidora de corações; e "She," com letras de contos sobre a vida de um homem de família em desespero silencioso e uma construção de seis minutos com um solo de guitarra impecável, pode ser a música mais próxima de uma homenagem a Bowie e Beatles no estilo "Sign of the Times".

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Animada e com um toque quase praiano, "Sunflower vol. 6" pode ficar ao lado de Vampire Weekend (que, curiosamente, também lançou uma "Sunflower" este ano) em qualquer playlist. Já a faixa-título, "Fine Line," emerge de uma bela e sombria neblina do tipo Bon Iver para um acabamento grande, semi-esperançoso e com uma medida de incerteza que se encaixa no final desta década caótica, enquanto Styles promete: "Nós ficaremos bem".

De fato, a grande tradição de álbuns de rock a que Fine Line se entrega não é uma longa e estranha viagem, mas uma ruptura totalmente previsível.

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Fine Line chega em todas as plataformas digitais nesta sexta, 13, a partir da 00h. Além disso, Harry Styles já divulgou as datas da turnê do novo disco - e o Brasil está na lista. Os shows em solo brasileiro acontecem em 7 de outubro de 2020 em São Paulo e 9 de outubro de 2020 no Rio de Janeiro.


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