Game of Thrones: início da quarta temporada tenta curar a ressaca após sangrento terceiro ano da série

“Todos os homens devem morrer”: com esse lema, a nova safra de episódios promete mais ação, vingança e, claro, nudez

Pedro Antunes, do Rio de Janeiro Publicado em 04/04/2014, às 08h49 - Atualizado às 19h34

Joffrey Baratheon
Divulgação/HBO

Atenção: este texto contém spoilers

O título acima não quer dizer que falte sangue ao primeiro capítulo da quarta temporada de Game of Thrones, exibido na HBO brasileira neste domingo, 6, mesmo dia da estreia norte-americana. A convite da emissora, a Rolling Stone Brasil assistiu ao episódio na noite desta quinta-feira, 3, no Rio de Janeiro.

“Essa é a única coisa com a qual você pode contar: o seu personagem vai morrer”, brinca atriz de Game of Thrones

Sangue e nudez, como é de praxe na adaptação inspirada na série literária de George R. R. Martin, surgem ao longo de estreia em dois dos principais momentos do episódio, envolvendo uma velha conhecida dos fãs da série, Arya, e um novo personagem que chega a Porto Real para abalar a aparente tranquilidade da família mais odiada de todo o continente de Westeros: os Lannisters. Trata-se de Oberyn Martell, interpretado pelo chileno Pedro Pascal, que é apresentado pelo apelido assustador de Víbora Vermelha.

O apelido se dá, entre outras coisas, porque o sujeito é rápido e mortal, mesmo: o príncipe de Dorne (região desértica localizada no sul de Westeros) consegue pular de uma orgia sem distinção de gêneros para um ataque aos Lannisters com uma velocidade impressionante. O personagem é um conhecido guerreiro que vai a Porto Real, a capital dos sete reinos, para o casamento do (detestável) rei Joffrey Baratheon (Jack Gleeson, na foto acima) com Margaery Tyrell, com o desejo único de vingança.

Exposição de Game of Thrones propõe viagem sem igual aos Sete Reinos de Westeros

E, oras, não é esse o motivo pelo qual a nossa menina Stark mais querida está viva até agora? A pequenina Arya Stark (Maisie Williams) vem passando por maus bocados desde que testemunhou a decapitação do pai, na primeira temporada, virou prisioneira, foi confundida com um menino, foi tomada como criada pelo pior dos inimigos dela (Tywin Lannister, o patriarca da família e grande mente por trás de toda a aparente vitória contra os postulantes ao Trono de Ferro). Todas as noites, Arya recita o nome dos inimigos, como um reza macabra, jurando-os de morte.

Nesta quarta temporada, ela foi poupada de assistir a mais um massacre de familiares dela – sim, estamos falando do Casamento Vermelho e das lágrimas que brotariam dos nossos olhos caso a garota tivesse presenciado a crueldade com a qual o irmão e rei do norte Robb Stark (Richard Madden) e a mãe Catelyn Stark (Michelle Fairley) foram assassinados nas Gêmeas, traídos por um vingativo e ranhento Walder Frey.

Veja segundo trailer da quarta temporada de Game of Thrones:

Ela agora segue em uma improvável parceria com o Sandor “Cão de Caça” Clegane, que deixou de ser o cachorrinho domesticado de Joffrey após a Batalha da Água Negra – o grandalhão se apavorou quando viu o fogo e saiu correndo. São dele, o Cão e Arya, os poucos momentos leves do primeiro episódio da quarta temporada.

Enquanto os personagens queridos surgem, como Jon Snow (Kit Harington), Brienne (Gwendoline Christie), Sansa Stark (Sophie Turner), os Lannisters vivem seu melhor/pior momento em Porto Real: a aparente calmaria após a eliminação dos maiores inimigos é veneno para o sangue da família representada pela figura de um leão dourado.

Game of Thrones: veja 16 fotos imperdíveis da quarta temporada.

O anão Tyrion é deslocado para a função de tesoureiro real, enquanto a rainha Cersei (Lena Headey), mãe de Joffrey, parece estar mais louca e bêbada a cada dia. E ela desconta isso no adorável cafajeste Jaime (Nikolaj Coster-Waldau), irmão e, como todos nós sabemos, pai dos três filhos dela. Jaime passou maus bocados desde que foi capturado por Robb e, no caminho para Porto Real, perdeu as madeixas loiras e a mão direita, aquela usada para manejar a espada.

“Todos os homens devem morrer” é o lema deste quarto ano, inspirado na segunda metade do terceiro livro da série As Crônicas de Gelo e Fogo. A Tormenta de Espadas foi sabiamente dividido pelos criadores da série, David Benioff e D. B. Weiss, em duas temporadas, a terceira e quarta.

A Mão por Trás do Trono: George R.R. Martin fala sobre Tyrion, cenas de sexo e o próximo livro de As Crônicas de Gelo e Fogo.

Na terceira temporada, isso parece ter sido acertado, já que o clímax com o Casamento Vermelho surgiu na reta final e nos deixou com o coração partido, sem esperanças de que exista bondade na humanidade e, ainda assim, desejando que este 6 de abril de 2014 chegasse o mais rápido possível. Ele chegou – e antes do inverno, ufa!

Teaser “Awaken”:

Teaser “All Men”: