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Imerso na música eletrônica, Frusciante diz compor para ele mesmo

Guitarrista deixou o Red Hot Chili Peppers pela segunda vez em 2009

Redação Publicado em 26/05/2015, às 17h47 - Atualizado às 19h00

John Frusciante
Reprodução/Facebook

O John Frusciante que encantou plateias com mágicos acordes de guitarra ao lado do Red Hot Chili Peppers e em carreira solo morreu, afirmou o próprio artista em entrevista ao site Electronic Beats.

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Membro da banda californiana de rock no início do grupo, entre 1988 e 1992, e mais tarde, de 1998 a 2009, tendo enfrentado a dependência em heroína nesse intervalo, o artista já se aventurou em inúmeros projetos pessoais.

Em alguns deles, a sonoridade se aproximava dos clássicos álbuns Blood Sugar Sex Magik e Californication do Chili Peppers. Nos mais recentes, porém, Frusciante seguiu o caminho da música eletrônica.

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“No último ano eu tomei a decisão de parar de fazer música para os outros. Não tenho nenhuma intenção de lançar o que criei entre 2008 e 2012. Eu senti que se levasse o público em consideração demais, não iria crescer e não iria aprender. Ser um artista de música eletrônica significava que eu tinha que praticar bastante por um período, então, tenho uns bons anos de material que nunca foi divulgado”, afirmou o guitarrista.

“Nesse momento, eu não tenho público. Eu faço músicas e não as termino, nem mando para alguém e, consequentemente, eu tenho que viver com a música. Recentemente, tenho feito música bem abstrata”, completou ele.

Artista cria imagens surrealistas para representar grandes bandas do rock.

Em abril deste ano, sob o heterônimo de Trickfinger, Frusciante lançou um disco autointitulado de acid house experimental, inicialmente idealizado como um presente de Natal para amigos. Ele segue participando de projetos paralelos mais comerciais e fará uma ponta no novo álbum do Duran Duran.