A incrível história de como a banda Vitrola Sintética viajou até o Grammy Latino vira documentário

Banda paulistana indicada em duas categorias em 2015 encontrou formas de chegar até Las Vegas para a cerimônia de premiação

Pedro Antunes Publicado em 30/05/2019, às 18h06

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Vitrola Sintética a caminho do Grammy Latino (Foto: Divulgação)

Algumas bandas deveriam ter a sua atenção total assim que o play fosse dado em um dos seus discos. A paulistana Vitrola Sintética é uma delas. A Academia julgadora do Grammy Latino logo sacou isso.

Em 2015, indicou os rapazes Felipe Antunes (voz e guitarra), Otávio Carvalho (baixo e
programações), Rodrigo Fuji (guitarra e piano) e Kezo Nogueira (bateria) em duas categorias, melhor novo artista e melhor engenharia de som.

Foi curioso, até, perceber esse momento do grupo. O Vitrola Sintética faz dos sentimentos sensações musicais sutis e foi parar em uma premiação bastante plural, mas, convenhamos, bastante pop. Embora tenha um som de harmonias por vezes complexas, com escolhas incomuns na sequências de notas e harmonias, a banda faz do intrincado parecer simples e, mesmo assim não frequentava grandes bolhas da música independente.

Pois bem, lá estavam eles, de repente, colocados sob os holofotes, enfim. Bonito de ver.

Para um grupo já com três discos lançados, era um momento de consagração. Queriam ir até Las Vegas, na cerimônia de entrega dos gramofones do Grammy, mas como fazê-lo?

Essa é a história contada em Vitrola, Estrada e Sonho, dirigido por Felipe Ludovice, a emocionante jornada do grupo, que, sem dinheiro para fazer a viagem, se virou como pode. Até rifa fizeram.

Por fim, eles realizaram shows em hostels em troca de abrigo por uma noite (em parceria com Worldpackers), também decolaram um motorhome para circular entre cidades como Los Angeles, San Diego, entre outras menores, até Las Vegas.

Confira ao vídeo, com exclusividade pela Rolling Stone Brasil, no player abaixo:


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