Irmã de Beyoncé mostra simpatia, mas faz show curto demais em São Paulo

Solange Knowles se apresentou por pouco menos de uma hora no Cine Joia

Bruna Veloso Publicado em 22/11/2013, às 00h59 - Atualizado às 13h22

Solange dança bastante durante o show, mas não se importa com coreografias

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Às 21h45, Solange Knowles desceu de uma van prata à frente do Cine Joia, para o primeiro show de sua carreira em São Paulo, como parte do Popload Gig. Pouca gente estava diante da casa, e Solange pôde entrar de maneira tranquila, já que ela escolheu seguir um caminho diferente do da irmã, a mais famosa e pop Beyoncé.

Solange, assim como Beyoncé, canta desde cedo, mas procurou para si uma veia menos radiofônica, mais voltada à soul music. Ainda assim, ela dá sua própria pitada às referências clássicas (entre elas a diva Aretha Franklin) que permeiam sua música, com batidas eletrônicas, ecos na voz e alguns outros efeitos.

A cantora subiu ao palco com 15 minutos de atraso, por volta das 22h45, depois de um momento um tanto anticlimático – a banda entrou ao som de uma batida pré-gravada, e depois tudo silenciou-se, enquanto os integrantes pareciam deslocados antes de Solange surgir no palco ao som de “Don’t Let Me Down”.

O lançamento mais recente da artista é o EP True, lançado no ano passado, do qual essa primeira música faz parte. É dele também o single “Losing You”, que com um clipe rodado na Cidade do Cabo, na África do Sul, ajudou Solange a cair nas graças dos hipsters.

Amparada por uma ótima banda – embora não tão carismática quanto a cantora –, formada por bateria, guitarra, teclados, baixo e duas backing vocals, Solange mostrou dez músicas, entre elas “Lovers in the Parking Lot”, “Locked in Closets”, “ Some Things Never Seem to Fucking Work”, “ Cosmic journey” e a dançante “Sandcastle Disco”, do segundo disco completo dela, Sol-Angel and the Hadley St. Dreams. Também fez parte do show a já costumeira (e bem-vinda) cover de “Stillness Is the Move”, do Dirty Projectors.

Queridinha dos fashionistas, Solange, vestida com um macacão branco com detalhes coloridos, se mostrou simpática na maior parte do tempo: fez coreografias, pediu para o povo dançar, aceitou um desenho de um fã, deu autógrafos e usou um par de óculos que lhe foi dado de presente. Rolou até coraçãozinho com as mãos. Mas, com pouco menos de uma hora de show, ficou a sensação de que a cantora – que, é preciso dizer, é tão talentosa quanto a irmã que frequenta o mainstream – poderia ter se doado mais. Afinal, R$ 200 de ingresso não é pouca coisa (e o valor parece ter refletido no público, já que a casa não teve lotação máxima).