Irmão de Amy Winehouse afirma que bulimia matou a cantora

“Ela morreria eventualmente, mas, da maneira como as coisas estavam indo, o que a matou foi a bulimia”, alegou Alex Winehouse

Redação Publicado em 24/06/2013, às 19h04 - Atualizado às 20h36

Amy Winehouse
AP

Alex Winehouse defende que a morte da irmã Amy se deu por causa da bulimia. Em entrevista à revista Observer Magazine, reproduzida pelo The Guardian, ele informou que a cantora sofria com transtorno alimentar desde a adolescência e isso teria enfraquecido o corpo dela e a levado à morte.

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“A bulimia a deixou mais fraca, mais suscetível”, disse ele. “Ela morreria eventualmente, mas, da maneira como as coisas estavam indo, o que a matou foi a bulimia”, alegou o jovem de 33 anos.

Amy Winehouse morreu aos 27 anos, na tarde de sábado, 23 de julho de 2011. Ela foi encontrada na casa onde morava, em Camden, região norte de Londres, deitada na cama ainda vestida, com um notebook. Havia garrafas de bebida alcoólica espalhadas pelo chão do quarto.

As duas investigações promovidas para averiguar a causa da morte de Amy concluíram que ela tinha 416 mg de álcool por decilitro de sangue – número suficiente para deixá-la em estado de coma e debilitar o seu sistema respiratório.

Segundo Alex, na primeira grande entrevista após a morte da irmã, Amy foi fatalmente enfraquecida ao longo dos anos por crises de excessos que eram seguidos por depressão e vômitos induzidos. “Se não fosse por essa desordem alimentar, ela estaria fisicamente mais forte”, disse.

O irmão ainda revelou que a bulimia teve início quando a cantora tinha 17 anos. Na época, Amy e as amigas eram doentes. “Todas pararam, menos a Amy. Todos nós sabíamos que ela fazia isso, mas era praticamente impossível fazê-la parar, especialmente quando não se falava sobre isso.”