Jack White divulga vídeo explicando o lançamento de Lazaretto em “Ultra LP”

O ex-vocalista do White Stripes cria versão em vinil com faixas escondidas, masterização diferente e “músicas infinitas”, entre outros detalhes

Redação Publicado em 06/05/2014, às 17h21 - Atualizado em 07/05/2014, às 22h48

Lazaretto
Reprodução

Após o anúncio de um novo disco solo, Lazaretto, e de quebrar o recorde mundial com o lançamento do single mais rápido de todos os tempos, Jack White divulgou no YouTube um vídeo explicando o novo formato “Ultra LP”. Em mais de nove minutos, o ex-guitarrista do White Stripes e o músico Ben Blackwell – que trabalha na Third Man Records, gravadora de White – contam as diversas inovações da versão em vinil do álbum do ex-guitarrista do White Stripes.

Ouça a nova música de Jack White, “High Ball Stepper”.

Conforme White explica no vídeo, para ouvir o lado A do disco de 12”, a agulha deve ser colocado no centro do vinil, e não na borda, como é de costume. E como já acontecia em alguns álbuns (White cita o Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band, de 1967, dos Beatles), no fim do primeiro lado, a agulha fica rodando sem parar, criando um “som infinito”, como diz Blackwell. Porém, no caso de Lazaretto, a agulha fica rodando na parte de fora do disco – o que é inédito –, e não na de dentro, criando o que foi chamado de “outside locked groove”.

É possível, também, ouvir duas (uma de cada lado) faixas “escondidas” no centro do vinil, onde normalmente é colocado o papel com o nome das músicas e a indicação do lado (A ou B). Segundo White, isso era algo que ele já havia tentado fazer em um disco do Dead Weather (outra banda dele). Ainda, as faixas no meio do LP estão gravadas em rotatividades diferentes: no lado A, a música funciona com 78 rotações por minuto; no B, com 45. Com isso, o lançamento tem três tipos diferentes de rotações incluídas no mesmo vinil. Segundo Blackwell, é algo que eles “têm certeza de que não foi feito anteriormente”.

Entrevista – A reconstrução de Jack.

Uma das inovações favoritas de White é o fato de que, na primeira canção do lado B, há duas introduções (uma acústica e outra plugada), e, dependendo de onde a agulha for encaixada, é possível ouvir um ou outro riff. E no meio da música, as duas entradas se unem para que o restante da canção fique uniforme. Novamente, Blackwell diz: “Essa é a primeira vez que isso foi feito no mundo dos vinis”.

Na parte visual do LP, o lado A tem configuração brilhante comum aos novos discos. No lado B, a prensagem é feita em um preto “fosco”, comum aos discos do final dos 1970. Os anjos da capa do álbum ressurgem também dentro do LP, próximo ao centro, aparecendo na forma de hologramas brilhantes enquanto o disco roda.

Os melhores discos internacionais de 2012: Blunderbuss está entre eles; veja aqui.

Além de todas as invenções, a versão em vinil tem mixagem, sequência das faixas e masterização diferentes da versão em CD. Aliás, a masterização do LP foi feita sem nenhum tipo de compressão – “é analógico para analógico, fita para fita”, diz White no vídeo.

Após White deixar claro que o disco pode ser ouvido normalmente (sem esquecer-se de começar pelo centro no lado A), como qualquer outro, Blackwell conclui: “Se a sua vitrola não funciona, é só pegar o código e baixar o mp3. Então, não há razão para reclamar”.

Lazaretto, que sucede Blunderbuss (2012) na discografia de White, será lançado no dia 10 de junho. Assista ao vídeo abaixo: