James Brown era como Steve Jobs, compara diretor de documentário

Mr. Dynamite: The Rise of James Brown foi comandado pelo vencedor do Oscar por Um Táxi para a Escuridão (2007)

JAMES SULLIVAN Publicado em 24/10/2014, às 14h40 - Atualizado às 16h14

Montagem com James Brown e Steve Jobs
Allan Green/Apple/AP

Alex Gibney não tem muito o que dizer sobre a recente cinebiografia de James Brown, Get on Up. “Foi...bom”, afirma ele, cuidadosamente. A forma diplomática como ele fala do filme tem a ver com autopreservação: Mick Jagger, coprodutor do filme de Tat Taylor, também produz o novo trabalho de Gibney, Mr. Dynamite: The Rise of James Brown, documentário sobre o músico e o impacto social causado pelas performances dele, que estreará no dia 27 de outubro, na HBO dos Estados Unidos.

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Gibney, diretor investigativo vencedor do Oscar com Um Táxi para a Escuridão (2007) e que também fez filmes sobre Ken Kesey, Hunter S. Thompson e Fela Kuti, prefere manter as histórias na realidade. “É difícil substituir a coisa real quando ela é tão espetacular”, disse ele à Rolling Stone EUA.

E Mr. Dynamite faz justiça ao título. Focado na força de vontade que fez de Brown um dos maiores inovadores musicais, assim como peça-chave para as lutas dos Direitos Civis nos Estados Unidos, nos anos 1960, o documentário traz imagens impressionantes na conhecida Marcha Contra o Medo, de 1966, e nos shows soberbos dele no Olympia Theater, em Paris, na França. Além de imagens previamente perdidas dos históricos concertos deles em Boston, em 1968, após o assassinato de Martin Luther King.

20 passos de dança, graças e gestos icônicos de astros do rock e do pop transformados em GIFs.

O filme inclui entrevistas com muitos dos mais importantes músicos de apoio de Brown, como os indispensáveis Pee Wee Ellis, Fred Wesley, Bootsy Collins e Clyde Stubblefield, entre outros, assim como imagens de arquivo do próprio músico.

Neste clipe exclusivo da Rolling Stone EUA, os integrantes da banda de Brown descrevem como ele comandava os experimentos sonoros radicais, apesar da falta de estudo musical teórico.

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“Por fim, ele fazia tudo por conta própria e ele negava que qualquer um tivesse feito algo, exceto ele”, diz Gidney.

A história de Brown, segundo ele, segue um padrão similar de outro ícone cultural que também será objeto do próximo projeto do diretor: “Era a forma como eles ‘pressionavam’ as pessoas”, diz o diretor. “Steve Jobs não era um engenheiro. Mas ele continuava incentivando e pressionando as pessoas até que elas entregassem o que ele queria. O paralelo parece que existe para mim”.

Assista ao clipe exclusivo de Mr. Dynamite: The Rise of James Brown: