Jay-Z e Beyoncé receberam permissão para viajar a Cuba

Viagem do casal à ilha foi questionada por congressistas norte-americanos

Rolling Stone EUA Publicado em 09/04/2013, às 13h56 - Atualizado às 14h50

Beyoncé e Jay-Z - Cuba
AP

Jay-Z e Beyoncé reberam a permissão do Departamento do Tesouro norte-americano para visitar Cuba na semana passada como uma viagem cultural, segundo uma fonte com relações familiares com o casal informou à agência Reuters.

A carreira de Beyoncé em fotos.

Um embargo de décadas proíbe que a maioria dos norte-americanos cheguem à ilha sem a permissão do governo federal. Três representantes do Partido Republicano no Congresso Federal, todos da Flórida e descendentes de cubanos, questionaram se as estrelas obtiveram os documentos necessários para a viagem e pediram a investigação.

Jay-Z e Beyoncé celebraram o quinto aniversário de casamento na semana passada com quatro dias em Cuba. A fonte da Reuters disse que a estadia incluiu visitas a músicos cubanos, a casas noturnas, a um grupo de teatro infantil e às conceituadas escolas de artes do país. As estrelas não se encontraram com políticos e não visitaram pontos turísticos como as praias e nem a Havana antiga, conhecida pela arquitetura.

Ileana Ros-Lehtinen e Mario Diaz-Balart, membros do Congresso norte-americano, escreveram uma carta ao Departamento do Tesouro na semana passada para pedir informações adicionais da visita do casal – eles afirmam que o fato estava sendo usado pelo governo de Cuba com intenção propagandista. O senador da Flórida Marco Rubio disse que os programas federais de trocas culturais “estão sendo abusados pelos turistas” e que se os Estados Unidos deram permissão para a viagem do casal “a administração de Obama deveria explicar exatamente como viagens como esta estão dentro das leis e regulamentações estabelecidas pelo governo”.

A administração de Obama relaxou algumas restrições para a viagem a Cuba, entregando licença para determinadas trocas acadêmicas, culturais e religiosas. O Departamento do Tesouro, que fiscaliza as permissões de norte-americanos para viajar até a ilha, afirmou que não comenta casos individualmente. As penas para quem infringir regras deste tipo podem chegar a dez anos na prisão e multas de até US$ 250 mil.