Joss Stone leva R&B pop ao SWU

Cantora seduziu mesmo o público que estava disperso no segundo dia do festival

Por Bruna Veloso Publicado em 03/08/2011, às 14h54

Joss Stone seduziu o público no SWU

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Depois da calmaria no show de Regina Spektor, Joss Stone e sua competente banda esquentaram o clima do domingo, 10, segundo dia de SWU, no palco Água. Sexy, desenvolta e dona de uma potente voz, a jovem cantora de 23 anos (já com quatro discos na bagagem) fez o público da Arena Maeda, em Itu, dançar ao ritmo cadenciado do R&B pop de sua banda.

Abrindo a apresentação com "Super Duper Love", Joss chegou de cabelos lisos e loiros (nos últimos anos, ela passou pelo ruivo e o castanho). Se Joss era mais tímida no começo da carreira ("Super...", por exemplo, está no disco Soul Sessions, lançado quando ela tinha apenas 16 anos), hoje ela domina o palco com segurança e convicção. Sorrindo constantemente, fazendo poses para a câmera e, apesar do frio, de vestido e com o colo descoberto, Joss seduziu mesmo quem não a conhecia, fazendo com que a uma hora de show parecesse pouco.

Tomando chá, ela aproveitou "Tell Me What We're Gonna Do Now" para cantar um trecho de

"Turn Your Lights Down Low", de Bob Marley, injetando reggae na apresentação (o que aconteceu também no final de "Fell in Love With a Boy", seu primeiro grande hit, versão da original do White Stripes). Como em um bom grupo de soul, o trio de backing vocals dá um show à parte, fazendo coreografias e dando suporte aos agudos de Joss.

No meio da apresentação, sentada à beira do palco com seu chá, a cantora diz que "vai cantar uma mais calma agora, parece que eu não parei de gritar desde que cheguei aqui". Realmente, Joss, ao vivo, exagera na potência, trocando a voz macia que está em seus discos por um vocal mais gritado, menos melodioso. Mas naquele momento, a inglesa de sotaque carregado cantou com suavidade, dedicando "Music" a Solomon Burke, mestre do soul morto no domingo, 10, aos 70 anos. "Solomon era o cara mais cheio de alma e que mais amava a música que já conheci." Logo depois, Joss pegou uma bandeira do Brasil e passeou pelo palco, antes de colocá-la no pedestal de seu microfone (que, com o vento gelado da Arena, caiu duas vezes).

Destaque também para o momento em que o saxofonista, de chapéu laranja e paletó com detalhes na cor, vem à frente do palco para "duelar" com a voz de Joss, e para a música final do set list, "Right to Be Wrong".