Jukebox Festival reúne nomes do rock e da música eletrônica nacional em São Paulo

Bidê ou Balde, Apanhador Só, Garotas Suecas, Holger, Boss in Drama e outros se apresentaram em dois dias de evento no Estúdio Emme

Por Patrícia Colombo Publicado em 03/07/2011, às 11h53

Carlinhos Carneiro comandou o show da Bidê ou Balde, banda que encerrou o primeiro dia de festival

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Aconteceu nesta sexta e sábado, 1 e 2 de julho, no Estúdio Emme, em São Paulo, o Jukebox Festival, organizado pelo blog musical Move That Jukebox. O evento contou com uma noite dedicada ao rock nacional e outra voltada à produção eletrônica.

Na sexta, às 23h50, logo após o show do Radioviernes que abriu a noite (grupo vencedor do concurso promovido pelo blog), foi a vez do Apanhador Só, de Porto Alegre. Em apresentação coesa, o grupo tocou faixas do álbum de estreia, homônimo (lançado em 2010), valendo-se de seu som característico (um pop rock com referências variadas; incluindo aí até, em alguns momentos, um toque de tango) em canções como "Balão-de-Vira-Mundo", "Prédio", "Pouco Importa", "Nescafé". Teve até a utilização de uma roda de bicicleta (símbolo do grupo) para produzir som em determinado momento da apresentação.

Quem subiu posteriormente ao palco, quando o relógio marcava 1h05, foi o time do Garotas Suecas - banda indie paulistana que conta com seis integrantes (oito, se somarmos as duas empolgadas backing vocals, convocadas ao vivo para encorpar as canções). Escaldante Banda, primeiro e até o momento único disco, foi praticamente a base do show - somado a algumas canções do EP homônimo lançado 2009, entre elas "Ghostwriter". O púbico, até aquele momento predominantemente com no máximo 20 e poucos anos, mostrava-se familiarizado com as músicas do grupo, a maioria com levada funk e soul setentista e toques de Tropicália. A apresentação teve cerca de 50 minutos de duração.

O Holger, outra banda na lista de atrações do Jukebox Festival, deu início ao seu show às 2h10, já com a característica batucada inicial de "No Breaks", faixa que integra a tracklist do disco Sunga. "Caribbean Nights" e outras canções do álbum também foram executadas - some também no repertório um cover de "Hey", do Pixies (em versão com forte percussão). Na apresentação, como as demais do Holger, os integrantes iam trocando suas funções e instrumentos ao longo da noite, sem deixar de lado o clima de festa. Teve convite para que o público subisse ao palco (o que lotou o espaço, claro), piadinhas entre uma faixa e outra, e referências a nomes do funk carioca, como Jonathan Costa (aquele da música "Jonathan II") e Avassaladores (do "Sou Foda").

A apresentação dos gaúchos da Bidê ou Balde - a única banda com mais anos de carreira se comparada às outras do line-up - era para ter tido início às 3h da manhã, mas os integrantes só foram dar as caras às 3h50 (tempo que a equipe levou para que o palco fosse organizado). Encabeçado pelo divertido Carlinhos Carneiro, o grupo fez o melhor show da noite. "Melissa", "Buddy Holly" (versão deles para a faixa homônima do Weezer), "É Preciso Dar Vazão Aos Sentimentos", "Mesmo que Mude", "Blister in the Sun" (cover do hit do Violent Femmes) e outras foram tocadas. Diferente das demais atrações, a Bidê ou Balde realizou apresentação mais extensa (até as 5h10), convocando Bianca Jhordão (do Leela) em algumas partes e incluindo no repertório faixas do novo EP, Adeus, Segunda-Feira Triste, como "(Não Existe Lugar) Mais Longe que oJapão".

No sábado, 2, com a casa um pouco mais vazia que no dia anterior, o rock nacional deu espaço à música eletrônica. O destaque foi o Boss in Drama (ou Péricles Martins, para os íntimos), produtor e DJ que, pela primeira vez em sua carreira, se apresentou com o acompanhamento de uma banda (um baterista e outro integrante que assume sintetizador, baixo e teclado). No repertório da apresentação iniciada a 1h50, além das já conhecidas "I've Got Tonight" e "Favorite Song" (que ganharam mais peso ao vivo), incluiu faixas inéditas de seu primeiro álbum, que chegará às lojas em agosto. Entre elas, estiveram "Right Thing", "Pure Gold" e "Body Rock". Performático e divertido no palco, Boss in Drama ainda incluiu um cover de "September", hit setentista do Earth, Wind And Fire. Andre Paste com seus inusitados mashups (que, por exemplo, misturam Valesca Popozuda e Coldplay em uma só faixa), The Twelves, Zemaria, Killer on The Dance Floor e Hatchets completaram a lista de atrações do evento.