Juntando qualidades

Após pausa de quase meia década, The Killers faz apanhado da carreira em quarto álbum de estúdio

Bruna Veloso Publicado em 31/07/2012, às 17h00 - Atualizado às 17h10

The Killers
Denise Truscello/Divulgação

Passaram-se quatro a nos desde que o The Killers lançou Day & Age, terceiro disco do grupo. Agora, após o longo intervalo, os integrantes estão reunidos para finalizar Battle Born. O título é autoexplicativo: depois do tempo sem gravar, a reunião para discutir o novo álbum, no primeiro semestre do ano passado, não foi exatamente tranquila. “Foi difícil no começo. Nos primeiros dias, lembro que houve certa luta para voltarmos ao ritmo. Mas nós o encontramos”, diz o vocalista Brandon Flowers, sentado no pequeno estúdio do quarteto, em Las Vegas.

A fórmula de músicas que começam suaves e crescem até o ponto de se tornarem hinos continua ali. “Flesh and Bone”, por exemplo, deve se tornar uma das faixas mais poderosas do grupo ao vivo, com corais e vozes sobrepostas. Mas uma característica que chama a atenção é o peso de algumas das novas músicas. “Tem coisas pop, mas as guitarras estão provavelmente mais presentes”, afirma o baixista Mark Stoermer. Flowers vê isso de forma ainda mais intensa. “Há momentos mais pesados do que qualquer coisa que já tenhamos feito. ‘Runaways’, por exemplo.” Apesar do som pungente de algumas das canções, não deixam de existir momentos românticos, como em “Here with Me”, com som orquestral ao fundo, e “Heart of a Girl”, que começou como uma homenagem à esposa do vocalista.

Daniel Lanois, Stuart Price (de Day & Age), Steve Lillywhite, Damian Taylor e Brendan O’ Brien trabalharam na produção, marcando a primeira vez em que os integrantes escolherem finalizar as faixas com nomes tão diversos. “Não foi de propósito. Fomos até determinado produtor, mas ele não tinha tempo para todas as músicas. E aí começamos a falar com outros produtores”, conta Flowers. Apesar de mudanças pontuais, Battle Born representa um apanhado dos três discos anteriores do Killers, unindo guitarras, baterias marciais e músicas feitas na medida para serem entoadas em estádios. O cantor resume: “Queríamos ser o nosso melhor, pegando coisas que fizemos bem em cada um dos outros trabalhos”.

Este texto foi publicado na edição 70 da Rolling Stone Brasil.