Policial é condenado a 22 anos de prisão pela morte de George Floyd

Derek Chauvin foi condenado a 22 anos e meio de prisão nesta sexta, 25 de junho, pelo assassinato de George Floyd

Redação Publicado em 25/06/2021, às 19h01 - Atualizado às 19h49

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Memorial de George Floyd no Brooklyn (Foto: Stephanie Keith/Getty Images)

Derek Chauvin, ex-policial norte-americano, foi condenado nesta sexta, 25 de junho, a 270 meses (22 anos e meio) de prisão pelo assassinato de George Floyd, em maio de 2020. O oficial foi flagrado em vídeo pressionando o pescoço da vítima até parar de respirar. O ocorrido levou a muitos protestos do movimento Black Lives Matter (Vidas Negras Importam) nos Estados Unidos e no mundo.

Quem proferiu a sentença foi o juiz Peter Cahill, em Minneapolis (EUA), e deixou claro como "não se baseia em emoção ou simpatia," e sim na lei. Como transmitiu a CNN Internacional,Terrence Floyd, irmão mais novo de George, pediu pena máxima ao policial, quem podia passar até 40 anos na prisão. Segundo ele, se os papéis estivessem invertidos, "não haveria caso," e a pena seria mais dura.

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Sei da tristeza e da dor profunda que todas as famílias estão sentindo, especialmente a de Floyd. Vocês têm toda a nossa solidariedade. É doloroso para todo o condado, o estado de Minnesota e até o país, mas é muito importante reconhecer a dor da família de George Floyd. - Peter Cahill

Chauvin foi condenado por homicídio em segundo grau, homicídio em terceiro grau e homicídio culposo em abril de 2020, mas o processo foi finalizado apenas nesta sexta, 25 de junho. O policial também deverá passar por julgamento na esfera federal, junto dos outros policiais presentes no dia do assassinato de Floyd.

O promotor do caso, Matt Frank, também defendeu o aumento da sentença de Chauvin. O advogado da família Floyd, Benn Crump, comentou o assunto no Twitter: "Vinte e dois anos e meio! Essa sentença história leva a família Floyd e nossa nação um passo mais perto da cura por meio de uma conclusão e responsabilização."

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Chauvin não falou diante da Corte no julgamento, mas prestou condolênscias à família de Floyd. A mãe do policial, Carolyn Pawlenty, descreveu o filho como "um bom homem," e explicou como sempre foi uma pessoa que "sempre dedicou a vida e o tempo ao departamento de polícia."

As informações são do UOL.

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