Entrevista: vocalista do Vaccines comenta a inusitada parceria com o One Direction

"Eu sempre fui grande fã de música pop, e é o maior grupo pop do mundo", diz Justin Young, que também revela que show em São Paulo terá novas músicas

Lucas Reginato Publicado em 08/05/2013, às 09h15 - Atualizado às 15h49

Vaccines
Divulgação

Em abril do ano passado, o Vaccines se apresentou pela primeira vez no Brasil, em São Paulo, no Cine Joia, casa com capacidade para 1500 pessoas. Neste mês, a banda retorna à capital paulista para tocar no Grand Metropole, local com quase o dobro da capacidade. É o suficiente para os ingleses? “É mais do que suficiente. Eu nunca imaginei que tudo seria tão grande”, responde o vocalista Justin Young. “A sua música viajar longe é algo estranho de compreender. Especialmente com o Brasil, que é um lugar para onde não conseguiríamos ir se não tivéssemos uma banda.”

Concorra a ingressos para assistir ao show do Vaccines em São Paulo.

Quando desembarcou por aqui pela primeira vez, a banda acumulava elogios recebidos depois do disco de estreia, What Did You Expect from the Vaccines? (2011). A aguardada performance contou com faixas na época inéditas, como “Bad Mood” e “Teenage Icon”, que viriam a integrar o segundo álbum do grupo, Come of Age, lançado em setembro de 2012. Situação semelhante deve acontecer agora – Young confirma que o público paulistano deverá ouvir composições novas, já que os quatro integrantes estiveram recentemente em estúdio. “Gravamos em Los Angeles um material bem legal, então definitivamente vamos tocar”, Young conta. “Nós gravamos, mas ainda não sabemos o que vamos fazer com esse material, se vai ser um EP mesmo ou um disco completo.” Ele faz mistério, mas dá uma dica: “São coisas bem diferentes para a banda. Estamos experimentando e parece uma ponte de nosso segundo disco para o terceiro, como ‘Tiger Blood’ foi entre o primeiro e o segundo”, diz ele, citando o single lançado no segundo semestre de 2011.

É uma evolução natural, ele explica, mesmo que as críticas de Come of Age tenham sido, de um modo geral, menos generosas do que as direcionadas a What Did You Expect.... “No primeiro álbum nos sentimos como vítimas, e no segundo estávamos mais fortes de certa maneira, como seres humanos. Acho que isso é perceptível, este amadurecimento está nas canções”, afirma. “A banda está crescendo constantemente, ao tocarmos mais, ao aprendermos mais sobre música, escutando o que fazemos e o que os outros fazem.”

Alguns dos comentários sobre o trabalho recente do Vaccines citavam a expectativa demasiada por parte do público e uma possível pressa para lançar um novo disco. Mas o vocalista nega qualquer uma das duas hipóteses. “Eu com certeza me sinto livre para fazer música, e mesmo para demorar um pouco mais, mas nunca senti pressão de qualquer pessoa que não de nós mesmos. Se não estivéssemos prontos para fazer o segundo disco, a gente não teria feito. A gente ama escrever, ama gravar.”

O amor de Justin Young pela música o levou inclusive a uma inusitada parceria com o One Direction. “Alguém me ligou e pediu para escrever uma música para eles. Eu sempre fui grande fã de música pop, e é o maior grupo pop do mundo”, elogia. “Foi uma experiência muito positiva”, acrescenta o compositor, que afirma ter feito músicas para mais gente cuja identidade não pode ainda revelar.

Por enquanto os fãs podem ouvir apenas suas composições com o Vaccines. E, como ele disse, os brasileiros ouvirão também aquelas que outras plateias ainda não conheceram.

Saiba como foi o show do Vaccines em São Paulo em 2012.

Vaccines em São Paulo

Sábado, dia 18 de maio, às 22h

Local: Grand Metropole - Avenida São Luiz, 187 – Centro

Ingressos: R$180 (inteira) e R$90 (meia)

Bilheteria: Teatro Tuca (Rua Monte Alegre, 1.024 – Perdizes). Horário de atendimento: Terça a Sábado, das 14h às 19h, e domingo, das 14h às 18h; ou no site