Krisiun leva brutalidade ao palco do Sesc Pompeia

Com abertura da banda Torture Squad, trio de irmãos mostrou repertório com faixas de toda a carreira

Daniel Mangione Publicado em 12/01/2013, às 18h32 - Atualizado às 18h38

Moyses Kolesne incita o público

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Depois de uma excelente apresentação no final do ano passado, em São Paulo, o Krisiun praticamente abriu a agenda de shows deste ano nesta sexta, 11, no Sesc Pompeia, mostrando que o fôlego da banda é tão forte quanto seu som. Com participação do Torture Squad (que também fez um dos últimos shows ano passado) a noite foi de muito peso, técnica e total entrosamento.

Desde o ano passado como trio (André Evaristo, guitarra e vocal; Castor, baixo, e Amilcar Christófaro, bateria) o Torture Squad prova ao vivo que a vontade de fazer o verdadeiro death/thrash metal supera qualquer obstáculo. Uma apresentação reta, direta, compacta e brutal aqueceu bem o público que logo preencheu todo o espaço do local. A apresentação começou quase pontualmente, às 21h30, e os 35 minutos seguintes foram muito bem aproveitados, abordando boa parte do repertório da banda. “Mad Illusion” abriu o show, e naturalmente as rodas surgiram no meio da plateia. “Pandemonium”, logo na sequência, continuou na mesma pegada, e a satisfação estampada em cada um dos integrantes do Torture era nítida. Destaque especial para Amilcar Christófaro, que mesmo escondido atrás da bateria consegue transmitir com fúria toda energia e empolgação de estar ali naquela noite. A banda reconheceu a força da cena metal e envolveu o público, que agitou o tempo todo. O Torture ainda abordou músicas mais antigas, como “A Soul in Hell”, e fechou a barulheira com a dobradinha matadora “Living for the Kill” e “Horror and Torture”. A entrada perfeita para o que estava por vir.

Como se a técnica e vitalidade do Torture Squad não fossem suficientes, logo na sequência o Krisiun elevou a brutalidade, e apresentou ao público músicas de boa parte da carreira. O entrosamento do trio (Alex Camargo, baixo e vocal; Moyses Kolesne, guitarra, e Max Kolesne, bateria) impressiona até mesmo quem já assistiu aos shows do trio inúmeras vezes. “Kings of Killing” foi a primeira. Uma paulada clássica que deixou o público ainda mais insano. Em seguida, uma mais nova, mas também já clássica: “Sentenced Morning”, do penúltimo disco, Southern Storm (2008). A essa altura, o motor Max, atrás da bateria, já estava ligado na velocidade máxima, e não pararia tão cedo. Difícil não cita-lo.

Em agradecimento a todos os presentes, o Krisiun então tocou “The Will to Potency”, faixa de abertura do último disco, The Great Execution (2011), seguida de “Vicious Wrath”, do AssassiNation (2006). Rodas e mais rodas se abriam na pista, e “Combustion Inferno” foi a trilha sonora ideal para esse cenário. Tão brutal e veloz que sua execução parece um desafio para quem assiste. Mas os três irmãos não brincam em serviço e, definitivamente, a união não dá margem para erro algum.

“Descending Abomination”, do último disco, funciona tão bem ao vivo que merece sempre estar presente nos shows da banda. Com passagens cadenciadas ela tem o poder de fazer exatamente todos os presentes balançarem a cabeça. Daí em diante a noite está ganha para o Krisiun, mas eles não se cansam, e, como Alex Camargo disse, se pudessem ficariam a noite inteira tocando sua discografia.

Então, mais um clássico chega: “Ravager”, primeira do Conquerors of Armageddon (2000). Excesso de velocidade que quase atropela a seguinte: “Blood of Lions”, também do último disco. Cada minuto era precioso, e a banda, mesmo agradecendo ao público em todas as oportunidades, não perdeu tempo. “Vengeances Revelation” e “Bloodcraft” deram então espaço para o clássico absoluto da banda, “Black Force Domain”, que fechou a noite.

Com uma hora de duração, o público foi para casa satisfeito, mas a banda estava apenas com metade da meta cumprida. O Krisiun prometeu um repertório diferente para a dobradinha que acontece neste sábado, no mesmo local. Certamente ganharão mais uma noite.

Krisiun

“Kings of Killing”

“Sentenced Morning”

“The Will to Potency”

“Vicious Wrath”

“Combustion Inferno”

“Descending Abomination”

“Ravager”

“Blood of Lions”

“Vengeances Revelation”

“Bloodcraft”

“Black Force Domain”

Torture Squad

“Mad Illusion”

“Pandemonium”

“A Soul In Hell”

“Convulsion”

“Holiday In Abu Ghraib”

“Living for the Kill”

“Horror and Torture”