Lady Gaga revela depressão pós-Artpop: “Eu senti que estava morrendo”

“Eu descobri que minha tristeza nunca destruiu minhas qualidades”

Rolling Stone EUA Publicado em 06/02/2014, às 17h38 - Atualizado em 07/02/2014, às 10h44

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Vince Bellino @vincebellino – De que artistas psicodélicos você gosta?

Lady Gaga @ladygaga – Pink Floyd, Grateful Dead.
Reprodução / Twitter

Lady Gaga disse algo muito sério, recentemente, quando questionada sobre qual era a maior coisa que já descobriu sobre ela mesma. Em vez de dar uma resposta vaga, a cantora disse à Harper’s Bazaar sobre a depressão que sofreu – e como isso a afetou – depois do lançamento do terceiro álbum dela, Artpop, em novembro. É um sentimento que ela deu a entender que estava sentindo já no começo do ano, quando desabafou sobre sentir-se traída por membros do círculo íntimo dela.

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“Eu fiquei muito deprimida no final de 2013”, ela disse. “Eu estava exausta de brigar com as pessoas. Eu não conseguia sentir o meu próprio batimento cardíaco. Eu estava brava, cínica e senti essa tristeza profunda como uma âncora se arrastando por onde eu ia. Eu não queria mais lutar. Eu não queria me impor mais uma vez – a uma pessoa que mentiu para mim.”

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Gaga disse que a única maneira que ela encontrou de se livrar da depressão foi se confrontando no ano novo. Ela se olhou no espelho e disse que se ela não lutasse, não sobreviveria à crise. “Eu senti que estava morrendo – minha luz se apagou completamente”, ela disse. “Eu disse a mim mesma, ‘Seja o que tiver sobrado aí, mesmo que uma molécula de luz, você vai encontrá-la e multiplicá-la. Você deve isso a você. Você deve isso a sua música. Você deve isso aos seus fãs e familiares.’”

Gaga adicionou que ela não sentiu que a depressão estava esgotando os seus “talentos”; ela os tornou mais fáceis de encontrar. “Eu descobri que a minha tristeza nunca destruiu as minhas qualidades”, ela disse. “Você tem apenas que voltar às suas qualidades, encontrar aquela luzinha que sobrou. Eu tenho sorte de ter encontrado um pouco de brilho guardado.”

Então ela está feliz agora? “Hoje, sim” disse à revista. E o que ela gostaria que estivesse escrito na lápide dela? “Ela disseminou amor em toda invenção.” Em outro momento da entrevista, ela discutiu a superação de um distúrbio alimentar e disse que os críticos não entendiam a arte dela muito bem.

Quando pediram para que ela dissesse algo verdadeiro sobre ela que as pessoas precisavam saber, ela disse, “Isso não é tudo um ato.”