Líder do Lamb of God justifica cancelamento de turnê europeia: “Não vou brincar com a minha vida”

Randy Blythe publicou na internet um longo comunicado sobre a decisão dele

Rolling Stone EUA Publicado em 24/11/2015, às 16h24 - Atualizado às 18h18

Rock in Rio 2015 - dia 4 - Lamb of God

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O líder do Lamb of God Randy Blythe escreveu um longo comunicado defendendo a decisão da banda de cancelar a turnê europeia após as ameaças de novos ataques terroristas no continente.

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O falante vocalista explica na postagem que o grupo continuou com a turnê mesmo depois de saber dos ataques mortais no show do Eagles of Death Metal em Paris, tocando na Inglaterra e Alemanha. Até que uma “ocorrência específica”, sobre a qual Blythe não entra em detalhes, fez a banda voltar para casa. Ainda que não tenha especificado o evento, ele mencionou que armas podem ter sido sacadas durante uma das apresentações do grupo.

“Não gosto de ficar constantemente imaginando qual será o clima de segurança no próximo país em que vamos tocar, jogar amarelinha com os avisos de terrorismo na Europa neste momento para fazer shows de heavy metal é uma loucura”, escreveu ele. “Estou feliz por estar em casa. Sinto que tomei a decisão correta e isso é tudo que importa para mim.”

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“Não ligo para o que as outras pessoas pensam”, acrescentou. Em outro ponto do texto, ele escreveu: “Não vou ficar brincando por aí com a minha vida ou com as vidas de outros.”

No longo texto, Blythe explicou que a banda tocou em Nova York cerca de um mês depois de 11 de setembro e descreveu outras situações de risco pelas quais o grupo passou. Ele estava em Londres quando o Estados Islâmico atacou a casa de shows Bataclan, em Paris. “Eu posso claramente imaginar aquilo acontecendo”, disse. “Toquei naquele clube diversas vezes.”

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O Lamb of God ainda se apresentou em Londres na noite seguinte e seguiu com shows em Birmingham (Inglaterra) e Stuttgart (Alemanha). Mas quando eles chegaram a Tilburg (Holanda), o empresário dele o informou de um evento específico, que Blythe mencionou no texto, e que o fez repensar toda a excursão.

“Aquilo me fez imediatamente dizer: ‘Foda-se, não vou subir ao palco’”, escreveu o vocalista. “Na hora, [tocar] não mais parecia a coisa certa a se fazer, de jeito nenhum... Parecia tolo, irresponsável, e parecia potencialmente muito, muito perigoso.”