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Lollapalooza 2015: Bastille resiste a Jack White e arranca lágrimas e suor

Banda pop britânica colocou público para pular em um dos últimos shows do primeiro dia do festival

Lucas Borges Publicado em 28/03/2015, às 23h30 - Atualizado em 29/03/2015, às 00h26

Show da banda no Lollapalooza

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A posição do Bastille na agenda do primeiro dia do Lollapalooza, no final da noite deste sábado, 28, ao lado do concorrido Jack White, dava a entender que os ingleses seriam preteridos pelo público no Autódromo de Interlagos.

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Ledo engano. A banda não só encheu a plateia do Palco Axe, como a fez dançar de forma incessante e emocionada, se destacando como uma das performances mais marcantes do dia.

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Não houve muito espaço para descanso. Quando isso aconteceu, o líder e vocalista Dan Smith pediu desculpas - era para tocar as tranquilas “Oblivion” e “The Draw". Em geral, canções animadas da linhagem de “Things We Lost in the Fire” dominaram a apresentação no festival de teclados do Bastille. A cada imagem de Smith pulando e batucando em tambores, uma "fã aos prantos" diferente era focada pelas câmeras e mostrada nos telões. O baterista Chris "Woody" Wood contribuiu para agregar à simpatia local ao iniciar o show com uma camisa da seleção brasileira.

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O Brasil e São Paulo devem realmente ficar na memória do grupo por um bom tempo. O concerto na capital paulista, o primeiro por aqui, deve ser o último da turnê do primeiro disco deles, Bad Blood, conforme o vocalista anunciou ao microfone.

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Ele ainda “foi para a galera” em “Laura Palmer”, música inspirada na série Twin Peaks, e cantou “Of The Night”, versão da imortal “The Rhythm Of The Night” que usa trechos de "Rythm Is a Dancer", outro hit da mesma época, a década de 1990. Por fim, casais e amigos se beijaram, se abraçaram e dançaram de mãos dadas sob o som do megahit “Pompeii”, diante da explosão de belos fogos de artificio que marcaram o encerramento da primeira metade do Lollapalooza 2015.