Lollapalooza 2015: Major Lazer fecha palco Perry lembrando hits do funk carioca

Projeto de Diplo também deu força às revelações de São Paulo

José Flávio Júnior Publicado em 29/03/2015, às 00h12 - Atualizado às 00h26

Major Lazer no Lollapalooza 2015
Divulgação/I Hate Flash

Coube ao Major Lazer dar números finais ao palco Perry, o mais eletrônico do Lollapalooza, na noite de sábado, 28. Retornando ao festival após a performance incendiária de 2013, Diplo e sua gangue não deixaram barato: durante 1h15, passaram por hits dos três álbuns do grupo (já contando o terceiro, previsto para junho) e por sons de Snoop Dogg, Jason Derulo, Hozier, Jay Z e dezenas de outros.

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No primeiro terço da apresentação, Diplo mal tocou nas pick-ups. Gastou a maior parte do tempo botando pilha na audiência, ora passeando com a bandeira do grupo, ora disparando serpentina, ora caminhando por cima das pessoas dentro da bolha de plástico que o Flaming Lips popularizou na década passada. O DJ norte-americano, que no começo de 2014 foi apontado como affair de Katy Perry, nunca esteve num momento tão estrela.

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Depois, mais centrado em seu equipamento, enquanto duas dançarinas e um MC tratavam de animar a massa, Diplo mandou o já aguardado medley com o nosso funk. Após se declarar desencantado com as produções nacionais, o pesquisador de pancadão exibe novo entusiasmo com o gênero, muito por conta do MC paulista Bin Laden. Diplo não só tocou a sua "Bololo Haha", como essa era uma versão exclusiva para a performance, com Bin Laden mencionando o Major Lazer em uma parte da letra.

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Diplo já havia emendado o sucesso atual do Major Lazer, "Lean On", com "Dom Dom Dom Boquete Bom", de MC Pedrinho, e "As Novinha Tão Sensacional", de MC Romântico. Após incentivar todo mundo a tirar a camisa e comandar uma invasão de mulheres no palco, ao som de "Bubble Butt", o DJ recordou "Passinho do Volante", de MC Federado e os Leleks. Na sequência, vieram "Fala Mal de Mim", de Ludmilla, "Senta em Mim Xerecão", de MC Magrinho, e "Beijinho no Ombro", de Valeska Popozuda. Quem curtia o baile funk sequer lembrava que Jack White berrava seus rocks no palco Skol e o Bastille recuperava uma house de Corona no palco Axe. Ninguém ali estava de caozada - e o grave comeu.