Lollapalooza 2019: Luiza Lian entrega o seu sensível feminino e ancestral “Azul Moderno”

Cantora e compositora paulistana une beats eletrônicos a canções ligadas ao sagrado e feminino

Nicolle Cabral Publicado em 07/04/2019, às 14h08

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Luiza Lian no Lollapalooza 2019. (Foto: Mila Maluhy)

Luiza Lian estreou a programação dos shows do palco Adidas, no terceiro e último dia, 7, do Lollapalooza.

O repertório da cantora e compositora paulistana passeou entre os seus três discos, Luiza Lian (2015), Oyá Tempo (2017) e o mais novo Azul Moderno (2018).

A espinha dorsal de suas canções são temas como a ancestralidade, que a cantora performa de uma maneira muito sensível no palco, e o feminino.

A artista apresenta em seus discos um reflexo de si mesma, consumida pela saudade e complexidade de ser o que é. Como em “Mil Mulheres”, do seu terceiro álbum:

“Nem deu tempo para te contar / Que aquela hora, transando com você / Eu senti que transava uma multidão / Que eu era mil mulheres também”

Os conflitos particulares da cantora paulista unido ao revestimento estético de sua poesia são gentis aos ouvidos.

Em “Azul Moderno”, que o público que estava grudadinho no palco pra vê-la, cantou junto:

“Olho pra estrada, solto a sua mão / Agradeço a caminhada / Mas eu vou em outra direção / Me perdoe pelas palavras cruéis / Mas doeu demais / Olhar pro horizonte e não te ver
No coração”

Luiza, com toda certeza, é uma das vozes mais notáveis da cena independente brasileira atualmente. Além de tocar com sua sensibilidade ao falar sobre o corpo feminino, as desilusões de amor, o consumo da cidade paulistana, fez todo mundo querer dançar com a originalidade ao unir seus beats eletrônicos com letras diretamente relacionadas à religião, com um forte repertório visual e performático, como em “Sou Yabá” de seu novo disco Azul Moderno