Madonna é acusada de ter se apresentado de forma ilegal na Rússia

A cantora defendeu a liberdade sexual e mostrou apoio às integrantes do Pussy Riot durante os dois shows realizados no país, em agosto de 2012

Redação Publicado em 16/04/2013, às 11h47 - Atualizado às 11h51

Madonna
AP

Os dois shows de Madonna na Rússia, em agosto de 2012, seguem gerando polêmicas no país. Desta vez, a cantora é acusada de ter se apresentado de forma ilegal por lá, noticiou a agência France Press nesta terça-feira, 16.

Arquivo RS: há 25 anos, Madonna já mostrava que se tornaria uma estrela.

A acusação vem novamente do deputado da Assembleia Legislativa de São Petersburgo e membro do partido do governo Rússia Unidade Vitali Milonov, o mesmo que, no ano passado, havia criticado a norte-americana de violar a lei nacional que condena a propaganda da homossexualidade.

“Em agosto de 2012, o tipo de visto de Madonna permitia a ela realizar atividades humanitárias e culturais, mas não comerciais”, disse Vitali, que tornou-se conhecido por criar uma série de “leis anti-gays”, Segundo ele, a cantora havia recebido a permissão para entrar no país para “intercâmbios culturais”. “Um visto que não permite trabalhar ou ganhar dinheiro na Rússia”, afirma.

Nas apresentações, que no fim do ano vieram ao Brasil (leia mais sobre os shows no Rio de Janeiro e São Paulo), Madonna defendeu a liberdade sexual e a causa GLBT e ainda mostrou seu apoio às integrantes do grupo punk Pussy Riot, presas após apresentação dentro de uma catedral Russa onde executaram uma “prece punk” criticando o presidente russo Vladmir Putin e a igreja católica local.

A cantora havia sido processada por organizações ultranacionalistas russas que levaram o caso a um tribunal em São Petersburgo pedindo que ela pagasse 8,5 milhões de euros por perdas e danos. A ação, contudo, foi rejeitada.