Maná relembra sucessos, mas faz show morno e para pouca gente

Um dos destaques da apresentação foi a participação inesperada do guitarrista Andreas Kisser (Sepultura) na faixa “Corazón Espinado”

Stella Rodrigues, do Rio de Janeiro Publicado em 02/10/2011, às 01h20 - Atualizado às 01h41

O Maná foi a primeira banda internacional a tocar no Palco Mundo neste sábado, 1. A banda do vocalista Fhel Olvera abriu o show com a música "Lluvia".

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A diminuta plateia que viu o show feito pelos mexicanos do Maná neste sábado, 1 - composta em grande parte, por casaizinhos que aproveitavam o clima romântico-meloso – observou uma espécie de troca cultural entre Brasil e México. “Nós somos o Maná, da terra da tequila e dos mariachis, Guadalajara, México”, apresentou o vocalista Fher Olvera.

Ao longo da noite, o grupo, conhecido no Brasil por ter emplacado hits em novelas, Olvera destacou a aliança musical dos dois países certas vezes. Alguns desses momentos foram, por exemplo, no final, ao desenrolar de bandeiras do México e do Brasil unidas; ao ensinar o público como falar “do caralho” em “mexicano” e até com a execução da emblemática e politizada faixa “Latinoamérica”, com seu espírito (desatualizado) de união das Américas em um só sonho.

Porém, quem estava por lá queria mesmo era lembrar alguns dos sucessos do Maná, como "Vivir sin Aire", "Lábios Compartidos", "Rayando el Sol" e "Corazón Espinado". O destaque ficou por conta desta última que, além de ser a música mais conhecida do grupo, teve a participação inesperada do guitarrista do Sepultura Andreas Kisser. Originalmente, a faixa é uma parceria do frontman do Maná com o também aclamado guitarrista Santana.