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Mark David Chapman, assassino de John Lennon, tem liberdade condicional negada pela 12ª vez

O homem está cumprindo uma sentença de 20 anos de prisão perpétua e pede liberdade condicional a cada dois anos desde 2000

Redação Publicado em 13/09/2022, às 15h00

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Mark David Chapman em 1980 (Foto: Reprodução / CNN / Reuters) e John Lennon (Foto: AP)
Mark David Chapman em 1980 (Foto: Reprodução / CNN / Reuters) e John Lennon (Foto: AP)

Mark David Chapman, o homem que atirou fatalmente em John Lennon em 1980, teve sua liberdade condicional negada pela 12ª vez, disseram funcionários de correções de Nova York à CNN. O homem está cumprindo uma sentença de 20 anos de prisão perpétua e pede liberdade condicional a cada dois anos desde 2000, quando foi elegível pela primeira vez. 

John Lennon foi assasinado em 8 de dezembro de 1980, na frente do Edifício Dakota, Nova York, Estados Unidos, local onde morava com a esposa, Yoko Ono. Sua morte ocorreu após ambos retornarem de uma tarde no estúdio.

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Ao descer do carro, Mark David Chapman, que havia 25 anos na época, encontrou com o músico no mesmo dia junto a fãs para conseguir autógrafos no disco Double Fantasy (1980), sacou um revólver e desferiu cinco tiros nas costas do cantor. 

À CNN, o Departamento de Correções e Supervisão Comunitária de Nova York esclareceu que Chapman permanecerá preso por pelo menos mais dois anos, quando poderá pedir liberdade condicional novamente. O departamento ainda não divulgou a transcrição da mais recente audiência de liberdade condicional de Chapman.

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Na época, Chapman revelou ter lutado contra a depressão e outros problemas de saúde mental ao longo de sua vida, fato que levou ao assassinato de Lennon. O homem se declarou culpado de assassinato em segundo grau em junho de 1981 e foi sentenciado dois meses depois.

Yoko Ono, ex-parceira de Lennon, se opõe à libertação de Chapman, enviando cartas ao conselho de condicional pedindo para negar seus pedidos, conforme apurado pelo The Guardian em 2020, quando foi negado a liberdade condicional pela 11ª vez. Nos últimos anos, o homem expressou algum remorso por matar o ex-Beatles, aponta o tabloide norte-americano. 

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O que importa é que sinto muito por minhas ações. Sinto muito pelo meu crime. A cada ano que passa, sinto mais e mais vergonha.

Na época, funcionários penitenciários disseram que negaram o pedido de Chapman porque sua libertação seria incompatível com a segurança pública. Em uma declaração parcialmente redigida, os oficiais de justiça alegaram que Chapman matou Lennon "sem motivo algum além de ganhar notoriedade".