Rolling Stone Brasil
Busca
Facebook Rolling Stone BrasilTwitter Rolling Stone BrasilInstagram Rolling Stone BrasilSpotify Rolling Stone BrasilYoutube Rolling Stone BrasilTiktok Rolling Stone Brasil

Marlon Brando morreu há cinco anos

Consagrado na pele de Don Vito Corleone em O Poderoso Chefão, astro rebelde de Hollywood morreu aos 80 anos de idade

Da redação Publicado em 02/07/2009, às 19h45

WhatsAppFacebookTwitterFlipboardGmail
Brando como Vito Corleone, personagem de <i>O Poderoso Chefão</i> que o imortalizou no cinema - Reprodução
Brando como Vito Corleone, personagem de <i>O Poderoso Chefão</i> que o imortalizou no cinema - Reprodução

Marlon Brando, imortalizado no papel de Don Vito Corleone em O Poderoso Chefão (1972, dirigido por Francis Ford Coppola), morreu em 1º de julho de 2004, há cinco anos, devido a problemas pulmonares.

Descendente de irlandeses e nascido no Estado de Nebraska em 3 de abril de 1924, o ator foi expulso de um colégio e de uma academia militar em Minnesota, aos 16 anos - nesta última, foi reprimido por insubordinação. Em 1943, mudou-se para Nova York e começou a frenquentar aulas de atuação.

Em menos de um ano, Brando estreou a peça I Remember Mama, na Broadway. Em 1950, teve seu primeiro papel nos cinemas, em Espíritos Indômitos. No ano seguinte, Brando estrelou a versão cinematográfica de A Streetcar Named Desire (ele também atuou na peça teatral; no Brasil, o filme foi lançado sob o nome Uma Rua Chamada Pecado), pelo qual recebeu uma indicação ao Oscar, fato que se repetiria em Viva Zapata! (1952), Júlio César, (1953), e Sindicato de Ladrões (1954), quando finalmente levou a estatueta de melhor ator.

Apesar de ter ficado de fora da disputa de 1953, o filme O Selvagem abriu os olhos do público para o personagem rebelde Johnny Strabler. Em cima de uma motocicleta, vestindo jaqueta de couro preta, Brando se consagraria como um dos símbolos da geração encantada também por James Dean e Elvis Presley.

Além de atuar, Brando dirigiu - pela primeira e única vez em sua carreira - A Face Oculta (1961), uma história de faroeste. No filme, ele viveu um ex-ladrão em busca de vingança, substituindo Stanley Kubrick - que havia sido demitido pelo próprio ator.

A partir dos anos 60, o astro tornaria público o engajamento em causas sociais, defendendo os Direitos Civis e os Direitos dos Indígenas nos Estados Unidos. Brando deixaria isso ainda mais claro ao recusar o Oscar de melhor ator pela atuação em O Poderoso Chefão. Na ocasião da entrega do prêmio, uma atriz, se passando por nativa, subiu ao palco para pronunciar o protesto de Brando ao tratamento dado por Hollywood aos índios norte-americanos.

No mesmo ano, o ator contracenou com Maria Schneider em O Último Tango em Paris. Repleta de cenas de sexo, a fita causou furor no mercado cinematográfico e foi proibida em diversos países, entre eles o Brasil. Anos depois, na década de 80, Brando fez uma pausa em sua carreira e fugiu dos olhos da mídia, se mudando para a ilha de Tetiaroa, na Polinésia Francesa, comprada por ele em 1966. Foi nessa época que o ator começou a enfrentar problemas com o excesso de peso e abuso de bebidas alcoólicas. Em 1989, voltou às telonas em Assassinato Sob Custódia e Um Novato na Máfia, em que parodiou o personagem Vito Corleone na iniciação de Matthew Broderick na gangue italiana. Na sequência, Brando teve papeis secundários em filmes como Don Juan di Marco (1994) e A Ilha do Doutor Moreau (1996). A Cartada Final (2001) marcou sua última aparição nos cinemas.

Marlon Brando casou-se quatro vezes e teve seis filhos, um deles adotado. O mais velho da prole, Christian, abalou a família ao assassinar o cunhado Dag Drollet, namorado de Cheyenne, em 1990. Cinco anos depois, ela suicidou-se.

Ao morrer, Brando deixou uma lista de instruções detalhadas para seu funeral. No documento, o astro pediu que o amigo e ator Jack Nicholson comandasse a cerimônia de cremação de seu corpo, em ato reservado à família.