Maroon 5 arranca gritos

Banda do galã Adam Levine toca 90 minutos de hits para seis mil pessoas, em SP

Por Bruna Veloso Publicado em 10/11/2008, às 13h14

O Maroon 5 tocou para casa lotada, em SP

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São quase dez anos de carreira, mas apenas dois álbuns de estúdio - o primeiro, uma fábrica de hits; o segundo, com a mesma fórmula de pop rock ora dançante, ora romântico. O Maroon 5 se apresentou neste domingo, em São Paulo, para um Via Funchal lotado (a capacidade da casa é de seis mil pessoas) de jovens de vinte e poucos anos. Algumas meninas, mais novas, utilizavam adereços como faixas na testa e camisetas para demonstrar o amor pela banda - ou por Adam Levine, o frontman boa pinta.

O grupo apresentou um show cheio de sucessos, como não podia deixar de ser. A abertura deu idéia do que estaria por vir: em "This Love", mega hit do álbum Songs About Jane, os gritos foram ensurdecedores. Vestido de forma simples, calça jeans e camiseta branca, Levine alterna momentos no centro, tocando guitarra, com passeios pelo palco. O guitarrista cabeludo James Valentine também se mostra animado, mas assim como os outros integrantes (Matt Flynn, baterista, Jesse Carmichael, teclados, e Mickey Madden, baixo), não realiza muitas estripulias. O palco é de Adam - e o público também.

A dançante "If I Never See Your Face Again", segunda da noite, é seguida de gritos, palmas e pulos, assim como todas as faixas seguintes. Na versão de estúdio, a música conta com a participação de Rihanna. No clipe, o vocalista faz as vezes de amante sedutor, papel que assume em um grande número dos vídeos da banda.

O Maroon soa de um jeito muito semelhante ao mostrado nos discos, mas vez ou outra os integrantes colocam mais peso nas faixas. Levine grita para o público em diversos momentos, agradece, convoca. Para acalmar os ânimos, vem "Tangled", primeira romântica da noite, embalando dúzias de casais que ficaram mais longe do aperto da frente do palco. É o momento de destaque dos teclados, por vezes escondido pelo som mais distorcido das guitarras.

"Não parece domingo, parece sábado!", ele grita antes de tocar "Sunday Morning". "The Sun" é estendida, com um solo rasgado de guitarra e bateria mais pesada. Os falsetes se elevam ao máximo em "Secret", com Adam cheio de trejeitos ao microfone - a cada movimento diferente do cantor, os gritos femininos se sobrepõem.

A surpresa da noite ficou por conta de um cover bem arranjado de "Wicked Game", do cantor norte-americano Chris Isaak, com um Levine atípico, engrossando a voz. A versão serviu de introdução para a balada "She Will Be Loved".

Depois de uma hora, a banda sai do palco. Levine volta com uma camiseta do Brasil, cheia de assinaturas. O tecladista também pendura uma grande bandeira do país à frente do instrumento. "Harder to Breath" (uma das canções que ajudou o primeiro disco do grupo a alcançar a marca de mais de dez milhões de cópias vendidas ao redor do mundo) antecede mais um agradecimento, desta vez em inglês. Para fechar, vem "Sweetest Goodbye", em que Levine assume, pela primeira vez, o papel de guitarrista principal, com um longo solo. A banda termina a apresentação na beira do palco, deixando o público em êxtase - foram noventa minutos de hits, gritos a plenos pulmões e muito calor.