Masp reforma prédio abandonado

Anexo Masp Vivo foi orçado em R$ 15 milhões e deve ficar pronto em 2012

Da redação Publicado em 28/02/2010, às 12h31

O prédio Dumont-Adams, abandonado há 20 anos, será transformado em um anexo do Masp (Museu de Arte de São Paulo) por R$ 15 milhões, segundo informou o jornal Folha de S.Paulo. O edifício fica ao lado do Masp, localizado na avenida Paulista, zona sul da capital paulista.

A decisão da reforma, que é coordenada pelo arquiteto Luiz Pereira Barreto, é só mais um capítulo da batalha que começou há quatro anos atrás, quando a empresa de telefonia Vivo doou R$ 13 milhões para que o Masp comprasse o prédio.

O problema é que a companhia pediu em troca a instalação de uma antena de celular com o logotipo da marca no topo do prédio. Na época, órgãos de defesa do patrimônio histórico imediatamente vetaram a ideia. Sem a torre, a Vivo queria de volta o dinheiro desembolsado. Então, a empresa telefônica e o Masp iniciaram uma luta na justiça, que se resolveu em um acordo no mês de novembro do ano passado.

No entanto, a captação de mais de R$ 15 milhões para transformar o prédio abandonado no Masp Vivo só foi aprovada em janeiro pela Lei Rouanet (Lei Federal de Incentivo à Cultura).

A Vivo não conseguiu o tão polêmico mirante luminoso, mas continua parceira do novo projeto. Além de ter seu nome associado ao lugar por 25 anos, a empresa também emplacou um sistema de visitas guiadas por celular, mostras de arte tecnológica feita com os aparelhos e a exposição de obras do Masp na galeria da sede da Vivo.

Marcelo Alonso, diretor de relações institucionais da empresa telefônica, revelou à Folha de S. Paulo que a empresa também se comprometeu a doar R$ 3 milhões ao museu quando as obras terminarem, com o objetivo de implantar mais "projetos de sinergia".

A estrutura

Os oito andares do prédio Dumont-Adams serão tomados por atividades culturais. A começar pelo térreo, que terá uma galeria de exposições temporárias patrocinadas pela Vivo, além de alojar a área administrativa do Masp.

Os sete andares acima serão ocupados por uma escola, criada pelo museu, de pós-graduação em museologia, história da arte, restauração e música.

Na cobertura do prédio, será construída uma galeria de 15 metros para receber outras mostras. Para finalizar, o topo do edifício terá um café-mirante patrocinado pela Nestlé, no valor de R$ 2 milhões.

O projeto eleva a altura original do prédio de 54 para 70 metros, altura máxima permitida na avenida Paulista.

O edifício cultural está previsto para ficar pronto em 2012.