Michael Franti faz show repleto de suas filosofias de vida no SWU

O músico e sua banda, a Spearhead, levaram clima praiano para o festival neste sábado, 12

Stella Rodrigues Publicado em 12/11/2011, às 17h35 - Atualizado às 21h55

"Minha música é sobre construir pontes, não muros", disse Michael Franti ao público

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A música e a energia levemente hippie-farofa de Michael Franti e a banda que acompanha o artista californiano, a Spearhead, casaram bem com o clima de praia que toma conta de Paulínia no primeiro dia de SWU. Neste sábado, 12, ele subiu ao palco Energia, sob um sol cruel, para mostrar seu trabalho a um grupo diminuto, porém animado.

Fica claro que a força de Franti está mais em sua performance do que na música em si. Acompanhado de músicos competentes, o cantor faz um show musicalmente despretensioso, mas com grande potencial de empolgar. Mais de 50% da performance se dá em meio ao público - ou Franti vai até ele, com seus indefectíveis pés descalços, ou leva as pessoas ao palco para cantar, dançar ou só fazer graça.

Sempre entoando seus lemas e filosofias, que transparecem em suas letras e nas muitas ações sociais e ambientais nas quais está envolvido, ("minha música é sobre construir pontes, não muros", por exemplo), Franti se dedicou a conquistar o público do começo ao fim. Colocou o título do festival e palavras como "caipirinha" em suas letras quando pôde, falou bastante português e perguntava ao fim de cada faixa "vocês estão felizes" - na nossa língua mesmo.

Mesmo com tantos intervalos, foram 11 canções em 50 minutos de show. Estiveram presentes no setlist "Hello Bonjour", Say Hey (I Love You)”, “All I Want IS You” e os destaques “Hey Hey Hey” e "I'll Be Waiting", de seu disco mais recente e o primeiro a ser lançado no Brasil, The Sound of Sunshine.

Apesar de seu trabalho ter chegado às prateleiras há pouco tempo, a relação de Franti com o Brasil vem de longa data. O artista já gravou clipe no Rio de Janeiro, trabalhou ao lado do Afroreggae e está sempre ligado às questões ambientais do nosso país. Ao final do show, com ar simpático, mas professoral, aproveitou para lembrar o público de que seremos anfitriões de uma Copa do Mundo e Jogos Olímpicos em poucos anos e que o mundo todo estará observando o país. Acrescentou que o dia de hoje, com esse festival, marca o início dos esforços para que salvemos o planeta.