Militares são alvo de chacota depois de fala errônea de Bolsonaro

Os integrantes do exército afirmaram que "estão acostumados" com a brincadeira

Redação Publicado em 12/11/2020, às 10h37

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Jair Bolsonaro (Foto: Andressa Anholete/Getty Images)

Na última terça-feira, 10, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) participou de uma coletiva de imprensa e os discursos proferidos durante o evento movimentou as redes sociais. Uma das pautas tocadas pelo atual presidente é de que o Brasil precisa "deixar de ser um país de maricas", quando se referiu ao combate da pandemia de Covid-19

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Na sequência, ainda sem reconhecer a vitória do democrata Joe Biden nas eleições dos Estados Unidos, Bolsonaro disse que "tem que ter pólvora" para enfrentar o chefe de Estado que quer impor uma sanção na Amazônia. Leia a seguir um discurso transcrito pela Folha de S. Paulo:  "[...] O Brasil é um país riquíssimo. Assistimos há pouco um grande candidato à chefia de Estado dizer que se eu não apagar o fogo da Amazônia levanta barreiras comerciais contra o Brasil. E como é que podemos fazer frente a tudo isso? Apenas a diplomacia não dá, não é, Ernesto [Araújo, chanceler]? Quando acaba a saliva, tem que ter pólvora, senão, não funciona". 

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O posicionamento do presidente rendeu uma série de comentários e memes nas redes sociais por sugerir que haveria uma ameaça dos Estados Unidos contra o Brasil. 

Para entender a reação do exército depois da viralização do assunto, a colunista Carla Araújo (via UOL Economia) procurou os militares, que declararam estar "acostumados" com as brincadeiras, visto que o Brasil possui "uma cultura de paz". Além disso, segundo Carla, os militares admitiram que caso houvesse uma guerra do Brasil com os Estados Unidos "não duraria cinco minutos".

"Os Estados Unidos não precisariam nem invadir a Amazônia, onde a nossa capacidade de resistência é maior. Bastava um bombardeio leve no Rio e outro em São Paulo para acabar o conflito em cinco minutos", declarou o militar (via UOL Economia). 

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