Morre o músico Paulo Moura, aos 77 anos

Compositor e instrumentista paulista estava internado, no Rio de Janeiro, desde o início de julho com câncer no sistema linfático; músico deixou um legado de 40 discos e parcerias lendárias

Da redação Publicado em 14/07/2010, às 10h30

Músico Paulo Moura deixa um legado de 40 discos
Reprodução/Site oficial

Atualizada em 14/7, às 10h30

O compositor e instrumentista Paulo Moura morreu na noite desta segunda-feira, 12, aos 77 anos. O músico estava internado na Clínica São Vicente, no Rio de Janeiro, desde o dia 4 de julho, com linfoma (câncer no sistema linfático).

Paulista de São José do Rio Preto e um dos maiores saxofonistas e clarinetistas do país, Paulo nasceu em uma família de instrumentistas e começou cedo. Já aos 9 anos de idade, pediu para estudar música e começou a tocar clarinete, então, aos 14, entrou para a banda do pai. Depois, se mudou com a família para o Rio de Janeiro e estudou na Escola Nacional de Música.

Paulo Moura se tornou um dos maiores nomes da música instrumental brasileira, se consagrando, principalmente, nos gêneros da bossa nova, coco, chorinho, samba e jazz. Com 40 discos gravados no total, já tocou com grandes nomes, como Elis Regina, Milton Nascimento, Tom Jobim, Ary Barroso e Sérgio Mendes, além de ter participado da orquestra do Teatro Municipal do Rio de Janeiro. Participou também de festivais renomados, como o de Montreux, na França e, em 2000, conquistou o Grammy com o disco Pixinguinha: Paulo Moura e os Batutas (1998). Em 2009, se apresentou na Tunísia e no Equador e lançou seu último álbum, AfroBossaNova.

O velório do músico está marcado para acontecer nesta quarta-feira, 14, às 11h, no Teatro Carlos Gomes, no centro do Rio de Janeiro.

Relembre abaixo o trabalho de Paulo Moura: