Morre o produtor Phil Ramone aos 72 anos

O “Papa do Pop” trabalhou com Bob Dylan, Paul Simon, Frank Sinatra, o brasileiro João Gilberto, entre outros

Miriam Coleman Publicado em 30/03/2013, às 21h54 - Atualizado às 22h11

Phil Ramone
AP

Phil Ramone, o lendário produtor musical que ganhou o apelido de “Papa do Pop” por causa de seu trabalho pioneiro com um time de estrelas que inclui Bob Dylan, Paul Simon, Ray Charles, Tony Bennett, Paul McCartney, Barbra Streisand, Paul Simon, Burt Bacharach e Billy Joel, morreu neste sábado, 30, aos 72 anos.

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De acordo com o site da revista norte-americana Billboard, Ramone estava hospitalizado desde o fim de fevereiro com um aneurisma. Ele morreu no Hospital Presbiteriano de Nova York.

Ramone nasceu na África do Sul em 1941 e começou a tocar violino e piano aos três anos de idade. Mudou para Nova York na adolescência para estudar violino na famosa Juliard School, mas logo desenvolveu um interesse e talento nos detalhes técnicos do processo de gravação. Ele começou a trabalhar como compositor no Brill Building, o que permitiu que entrasse em contato com lendas da indústria musical como Quincy Jones, Jerry Lieber e Mike Stolle. Em 1959 ele lançou os estúdios A&R Recording.

Ramone ganhou seu primeiro Grammy em 1964 como engenheiro do clássico da jazz-bossa nova Getz/Gilberto, parceria de Stan Getz com o brasileiro João Gilberto. Desde então, faturou mais 13 vezes o prêmio (foram 33 indicações). Ele produziu Blood on the Tracks, de Bob Dylan, e Still Crazy After All These Years, de Paul Simon, além de mais sete trabalhos para Billy Joel, o disco de retorno de Frank Sinatra Duets (1993) e o trabalho final de Ray Charles, Genius Loves Company. Outros colaboradores incluem Madonna, Bruce Springsteen, Lesley Gore e Stevie Wonder.