Mortes de pessoas abaixo de 60 anos por Covid superam de idosos pela 1ª vez

A vacinação de idosos é considerada a principal causa para a redução de mortes da faixa-etária

Redação Publicado em 09/06/2021, às 09h53

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Vacinação contra a Covid-19 (Foto: David Greedy / Getty Images)

Pela primeira vez desde o início da pandemia, as mortes de Covid-19 entre crianças, jovens e adultos superaram o número de óbitos de pessoas a partir de 60 anos. Especialistas apontam a vacinação de idosos como a principal causa para queda de mortes.

Segundo o UOL, as informações são obtidas a partir dos dados dos cartórios de registro civil do país. Os números mostram que entre 30 de maio e 5 de junho, 53,6% das vítimas da Covid-19 tinham menos de 60 anos - na semana anterior, a porcentagem era de 49%, maior até então.

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A queda de mortes de idosos é notável, e, conforme noticiado pelo UOL, está diretamente relacionada à vacinação. Na semana anterior ao início da imunização, 77,5% das mortes registradas por Covid-19 foram de vítimas com 60 anos ou mais.

Entre idosos com mais de 80 anos, a redução das mortes por Covid-19 foi ainda maior. Em 2020, eles representaram 30% dos óbitos, mas na última semana o número foi de 13,7% do total de mortes pela doença.

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Em entrevista ao UOL, Melissa Palmieri, diretora da Sociedade Brasileira de Imunizações, explicou: “O que nós estamos observando é uma redução de hospitalização e mortalidade nos grupos que completam as doses. Isso é mais uma resposta para sociedade de que se vacinar é importante. É mais uma ferramenta para nos apoiar a sair desta pandemia.”

Apesar da importância da vacinação para evitar as mortes, a circulação do vírus ainda é preocupante, e mantém alto o número de vítimas adultas. A infectologista Vera Magalhães disse (via UOL):

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“Nós estamos entrando aparentemente uma terceira onda sem termos saído da segunda, da mesma forma que a gente entrou na segunda sem ter saído completamente da primeira. A gente está numa situação crítica, e os mais jovens são os que se expõem mais para o trabalho, nos transportes coletivos. Eles, infelizmente, não estão vacinados,” concluiu.


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