“Motörhead acabou, é óbvio”, diz o baterista Mikkey Dee

“Não faremos mais nenhuma turnê. Não haverá mais discos”, esclareceu o músico após a morte de Lemmy

Rolling Stone EUA Publicado em 29/12/2015, às 13h20 - Atualizado às 13h30

Galeria - Monsters of Rock 2015 - Motorhead
Gustavo Vara

Após a morte de Lemmy Kilmister, o atual baterista do Motörhead Mikkey Dee comunicou o óbvio sobre o estado da banda: sem Lemmy, não há Motörhead. “O Motörhead acabou, é claro. Lemmy era o Motörhead”, disse Dee ao veículo sueco Expressen horas depois de Kilmister morrer, na última segunda, 28.

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“Não faremos mais nenhuma turnê ou qualquer coisa [relacionada à banda]. Não haverá mais discos”, acrescentou o baterista, na mesma entrevista. “Mas a marca sobrevive, e Lemmy segue nos corações de todos para sempre”. O baixista e vocalista do Motörhead tinha 70 anos de idade e morreu após uma curta batalha com um agressivo câncer.

Dee, que substituiu Phil "Philthy Animal" Taylor como baterista do Motörhead em 1992, também revelou que Kilmister já estava enfrentando problemas de saúde durante a mais recente turnê deles na Europa, mas o cantor segurou a barra. “Ele estava incrivelmente esquelético, gastava toda a energia que tinha no palco e depois ficava muito, muito, doente”, disse. “É incrível como ele ainda conseguia tocar, que conseguiu terminar a turnê. Foi há 20 dias. Inacreditável.”

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O baterista também aproveitou para homenagear o ex-companheiro de banda. “Foi fantástico que conseguimos encerrar a turnê com ele. É reconfortante que não tenhamos cancelado por causa de Lemmy”, continuou Dee. “Sou imensamente grato pelos anos que passamos juntos, e que nos divertimos muito juntos.”

Já o guitarrista do Motörhead, Phil Campbell, integrante do trio desde Orgasmatron (1986), relembrou Kilmister no Twitter na manhã desta terça, 29. “Meu querido amigo e irmão morreu ontem”, escreveu Campbell. “A vida não seria a mesma. Muito obrigado por todos os desejos. Toquem [as músicas] alto.”