Mourão fala em ‘falsificação e venda no camelô’ de ‘passaporte da Covid’

Hamilton Mourão, vice-presidente do Brasil, não acredita na eficácia do projeto, que prevê a implementação de um “passaporte da imunidade”

Redação Publicado em 17/06/2021, às 09h41

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Vice-presidente Hamilton Mourão (Foto: Andressa Anholete/Getty Images)

Com a aceleração da vacinação do Brasil, discute-se a implementação de um “passaporte da Covid”, que estabelece um certificado de imunização para autorizar acesso a determinados espaços. O vice-presidente Hamilton Mourão (PTRB), contudo, não acredita no sucesso da proposta.

Em entrevista para Malu Gaspar, do O Globo, o vice-presidente do Brasil, Hamilton Mourão, falou em “falsificação” do documento: "O cara na entrada do restaurante vai me cobrar isso? E no parque? Esse troço não vai funcionar. Isso aqui é Brasil, pelo amor de Deus! Vai ter falsificação do passaporte, venda no camelô".

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A proposta brasileira é baseada no Certificado Verde Digital, aprovado na União Europeia. O documento funcionará como uma comprovação de imunização, e, assim, acesso a determinados eventos e viagens internacionais.

Apesar de achar que o passaporte será necessário para viagens internacionais, Mourão não acredita na utilidade do documento dentro do Brasil: “No deslocamento dentro do país, é uma discussão inócua,” disse (via UOL).

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Jair Bolsonaro (sem partido) criticou o projeto na terça, 15, em conversa com apoiadores. O presidente, inclusive, afirmou que caso a proposta seja aprovada pelo Congresso, ele irá vetá-la: “Não acredito que [o projeto] passe pelo Parlamento. Se passar, eu veto, daí o Parlamento vai analisar o veto. Se derrubar, daí é lei.”


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