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Notícias / Denúncia

Mulher que acusou Diddy e Aaron Hall de estupro alega que era menor de idade à época do crime

A mulher afirmou que tinha 16 anos na noite da suposta agressão, que teria acontecido depois de uma festa da MCA Records em 1990

Sean 'Diddy' Combs e Aaron Hall (Fotos: Getty Images)
Sean 'Diddy' Combs e Aaron Hall (Fotos: Getty Images)

Liza Gardner, a mulher que acusou Sean Combs, também conhecido como Diddy, e o cantor e compositor Aaron Hall de estuprá-la depois de uma festa da MCA Records em 1990 apresentou uma alteração na queixa nesta terça, 12, alegando pela primeira vez que ela tinha 16 anos na noite da suposta agressão.

Em seu processo atualizado assinado pelo advogado Tyrone Blackburn, Gardner também afirma ter uma carta de seu terapeuta e uma declaração de um amigo afirmando que ela relatou a suposta agressão durante conversas em 2014 e 2019, respectivamente. As declarações completas de terceiros não foram divulgadas, mas o advogado disse à Rolling Stone EUA que serão divulgadas “quando o caso começar a ser descoberto”.

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“Como meus registros indicam, em 18/02/2014, minha cliente revelou que foi estuprada por dois homens em Nova Iorque quando tinha 16 anos de idade”, teria escrito o terapeuta na carta extraída da denúncia alterada. “É minha opinião profissional que o trauma de ter sido estuprada por dois homens foi responsável por grande parte de seus sintomas contínuos de hipervigilância, ansiedade, ataques de pânico e episódios de depressão, todos sintomas indicativos de TEPT (transtorno de estresse pós-traumático).” 

O novo processo reitera, em linhas gerais, a suposta agressão, incluindo a alegação de Gardner de que Combs a forçou e a estuprou durante uma after party no apartamento de Hall. Ela também acrescenta mais detalhes, descrevendo o que Gardner estava vestido naquela noite — uma saia preta e uma blusa de botões — e como Combs supostamente a “coagiu” a fazer sexo depois de fazê-la ingerir álcool, apesar da idade dela à época.

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“Ela se lembra de Combs montando nela e forçando sua saia para cima, puxando sua calcinha para o lado e penetrando-a com força”, afirma a nova denúncia. “Depois que ele terminou de fazer seus negócios, a Sr.ᵃ Gardner deitou-se na cama, chocada e traumatizada. Enquanto ela estava se vestindo, Hall invadiu a sala, a prendeu e forçou fazer sexo com ele."

Nas duas denúncias, Gardner alega que Combs e Hall também se revezaram para fazer sexo com a amiga dela em outro quarto. A amiga não foi identificado. “De acordo com a informação, quando o rapper  terminou com a Sra. Gardner, ele e Hall trocaram e começaram a ter relações sexuais com a amiga dela”, afirmam ambas as queixas. A nova denúncia atualiza o cronograma depois disso, dizendo que foi no “dia seguinte” que Combs supostamente chegou à porta de Gardner e “começou a agredir e sufocá-la, a fim de intimidar a vítima para que não fosse denunciado. Nenhum dos acusados se manifestou até o momento.

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