Mumford & Sons prepara novas sonoridades para terceiro disco

Marcus Mumford revela que a banda planeja acrescentar doses de hip-hop e rap às canções

Redação Publicado em 25/02/2013, às 12h00 - Atualizado às 12h03

O Mumford & Sons recebeu das mãos de Adele o prêmio de Álbum do Ano pelo trabalho em Babel
AP

O disco Babel, do Mumford & Sons, acabou de ganhar o Grammy de Álbum do Ano, e a banda já planeja o terceiro disco, com direito a reuniões frequentes durante a turnê atual para trabalhar em novas ideias. “Estamos criando o hábito de simplesmente trabalhar com as coisas”, diz o tecladista Ben Lovett.

Black Keys e fun. são os grandes vencedores do Grammy 2013

“Eu sinto como se estivéssemos prontos para a decolagem”, acrescenta Lovett. “Existe definitivamente uma coesão entre nossos dois álbuns. Agora que fizemos isto, não estamos com medo de ir mais longe, mas queremos explorar o que mais podemos fazer. Estes dois álbuns são como irmãos, e queremos fazer algo como se fosse um primo.”

Marcus Mumford também falou: “Nós definitamente nos formamos para ir através do som que tivemos entre Sigh No More e Babel, e este som já parece satisfeito. Este é o som que nós sempre tocamos. O mundo foi realmente apoiador nestas canções, mas existem outros sons que queremos fazer”.

Que tipo de sons? “Como hip-hop”, disse Mumford com um sorriso. “Nós realmente queremos fazer rap. Temos tanto a dizer – falar através de melodia não funciona muito para mim. Estivemos conversando com Jay-Z sobre isso, sabe. Vai ser uma experiência nova para a banda.” A banda tem feito rap nas reuniões? “Sim”, responde.

O baixista Ted Dwane informa que eles têm um “grande números de músicas – elas vão começar a aparecer”. A julgar pela jam de dez minutos com progressões de acordes dissonantes menores, a pergunta é se existe algo de psicodélico no novo trabalho. “Podemos fazer isto”, diz Winston Marshall, responsável pelo banjo da banda. “Existo definitivamente pode acontecer”, acrescenta Dwane.

Mas a banda está tomando seu próprio tempo. “Pode durar alguns anos a mais do que durou para fazer Babel”, diz Marshall.