My Magical Glowing Lens propõe uma viagem solitária pelo tempo e espaço; assista Space Woods

Música do videoclipe lançado com exclusividade pela Rolling Stone Brasil integra o disco de estreia do projeto de Gabriela Deptulski

Pedro Antunes Publicado em 22/02/2019, às 11h20

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Gabriela Deptulski, do My Magical Glowing Lens (Foto: Francisco Xavier)

De olhos fechados, Gabriela Deptulski se desprendeu do leito. Do chão. Do planeta. Foi parar no espaço, imenso, frio, silencioso e, principalmente, solitário.

Foi um sonho. E tudo começou ali, na sensação de leveza do ambiente sem gravidade.

Há, nisso, uma melancolia, né? O vagar sem direção e sem volta.

E, sim, você pode fazer com isso uma analogia aos momentos nos quais nos sentimos dessa forma, mesmo com os dois pés bem firmes no chão.

É a sensação de "Space Woods", segunda faixa do disco Cosmos (2017), o álbum de estreia do projeto My Magical Glowing Lens, liderado pela artista e produtora do Espírito Santo (nascida em Vitória e residente de Colatina).

No sonho, Gabriela sentia seu corpo desprendido da Terra. "Ia parar no espaço sideral, vagando sem rumo e sem nenhum astro para me atrair. A sensação era a de que eu pairaria pelos confins do universo para sempre, completamente sozinha”, ela conta.

Essa narrativa inspirou o videoclipe de "Space Woods". Gabriela levou a ideia a Gustavo Senna (EXP Filmes) e Mirela Morgante (Chaleira Filmes) e assim nasceu o videoclipe lançado nesta sexta-feira, 22, pela Rolling Stone Brasil.

Gravado no o Parque Nacional Cavernas do Peruaçu (MG) e o sítio Javali (ES), o vídeo propõe o salto para um mundo lisérgico e agora imagético do My Magical Glowing Lens.

O clipe de "Space Woods" tem a direção Gustavo Senna, também responsável pela edição, efeitos visuais e roteiro - esse último também é assinado por Mirela Morgante, também produtora executiva e assistente de direção.

"Space Woods", a música, tem potencial extracorpóreo com suas pirações sonoras, com loopings, efeitos de voz e sintetizadores. Já a voz de Gabriela, às vezes distante, às vezes próxima, ora no fone esquerdo, ora no direito, vaga por um ambiente vazio. Entre ouvidos, ela flutua sem gravidade, como no espaço.

Com o vídeo, a experiência se transforma. Ou melhor, toma forma. Em vez de provocar um mergulho para dentro da imensidão de cada ouvinte, contudo, o My Magical Glowing Lens exibe a jornada de Gabriela pelo tempo e espaço.

Nessa viagem solitária e existencialista, ela encontra consigo, são várias Gabrielas ali. Há uma sensação de liberdade e clausura, tão opostas e tão conectadas, como um ying-yang.

Assista ao vídeo de "Space Woods", do My Magical Glowing Lens: