Nação Zumbi revisita clássicos no Planeta Terra

Grupo de Lúcio Maia e Jorge Du Peixe relembrou hits da época de Chico Science em show no Sonora Main Stage

Bruno Raphael Publicado em 05/11/2011, às 19h04 - Atualizado em 06/11/2011, às 14h59

Nação Zumbi é a segunda banda nacional a subir no palco do Sonora Main Stage neste sábado, 5

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Seguindo o tradicional line-up de bandas nacionais que antecede as atrações internacionais no Planeta Terra, o Nação Zumbi subiu ao palco do Sonora Main Stage às 17h30 deste sábado, 5. Empolgado, o guitarrista Lúcio Maia fez um show à parte com suas guitarras, que se entrelaçavam aos ritmos do maracatu e do manguebeat, legado remanescente de Chico Science, mentor e ex-líder do grupo, morto em 1997.

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"Mateus Enter" e "Bossa Nostra" foram as primeiras canções a serem executadas. O tradicional timbre de barítono do vocalista Jorge Du Peixe levantou até mesmo o público trajado de camisas do Strokes ou do Interpol, que chegou cedo apenas para garantir lugar perto da grade para outras atrações do festival. Animado, Lúcio Maia improvisava entre as canções, como "Banditismo Por Questão de Classe" (de Da Lama Ao Caos, primeiro e seminal disco da Nação Zumbi com Chico Science).

Generosa, a banda não poupou hits: "Meu Maracatu Pesa Uma Tonelada" foi seguida de "Manguetown", com "Blunt of Judah" vindo pouco depois. O público indie, tímido, ensaiava algumas danças na pista, mas não passava disso. Na frente, tudo que boa parte do público podia fazer era levantar as mãos, devido ao alto número de pessoas aglomeradas. Tal fato não passou despercebido por Jorge Du Peixe, que criticou a estrutura do Planeta Terra, insinuando que o horário dos shows deveria ser mais tarde, devido ao sol escaldante que assolava a tarde paulistana ainda no fim da tarde.

Perto do final, a banda seguiu empolgada, emendando "Maracatu Atômico" e "Quando A Maré Encher", com Lúcio Maia convocando o público para se mexer no Sonora Main Stage. Mesmo com um público que não era exatamente o de fãs da Nação Zumbi, o grupo de Recife agradou e fechou o show com uma versão de "Da Lama Ao Caos" que terminou em enormes distorções de guitarra misturadas à percussão fulminante que caracteriza o som do maracatu.