“Não descarto voltar aos 70 anos, como Leonard Cohen”, diz o atualmente aposentado Michael Stipe, ex-R.E.M.

Músico disse ainda que o grupo teria sido muito melhor “com outro cantor”; banda anunciou o fim em 2011, após 15 discos lançados

Redação Publicado em 06/12/2013, às 12h39 - Atualizado às 13h05

Galeria: Michael Stipe
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Michael Stipe está aproveitando a aposentadoria. Dois anos após anunciar o fim do R.E.M., o vocalista não se vê de volta à música tão cedo, embora não descarte um retorno em um futuro distante. “Não descarto voltar [a tocar] aos 70”, disse ele à revista Icon, do jornal espanhol El País. “Como Leonard Cohen”, comparou.

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O músico se mudou para Berlim, onde leva a vida praticando outras expressões artísticas, algo que ele já fazia quando integrava a banda que vendeu, ao todo, 85 milhões de discos. Em outro trecho da entrevista, aliás, Stipe relembra que mesmo com o sucesso no mercado fonográfico, a voz dele era alvo de críticas. “Milhões de pessoas nunca suportaram o som da minha voz”, afirmou.

Stipe acredita que ele se tornou mais valorizado como compositor do que como músico. “Sempre achei que a banda teria sido melhor com outro cantor”, continuou ele. “Muitas vezes, quando cruzam comigo na rua, me dão um olhar matador, e continuam andando. É muito saudável.”

No perfil, o músico ainda comentou sobre a sexualidade dele. “Respeito a minha sexualidade”, diz. “Só digo que, desde que o mundo não é mais sexualmente binário, sinto-me muito mais à vontade.”

O R.E.M. chegou ao fim em 2011. Stipe, Peter Buck (guitarra) e Mike Mills (baixo) lançaram 15 discos juntos – o baterista Bill Berry (bateria) deixou o grupo em 1997. O mais recente álbum deles foi Collapse into Now, que chegou às lojas em 2011.