Com Coringa, Todd Phillips não tentou competir com a Marvel: "é um monstro gigante"

Como argumento a seu favor, o diretor buscou "fazer algo que eles não conseguem"

Redação Publicado em 12/09/2019, às 09h53

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Joaquin Phoenix como Coringa (Foto: Reprodução/Warner)

O MCU se mostrou um dos maiores e mais bem-sucedidos movimentos cinematográficos da história, e o diretor ToddPhillips usou isso como um argumento a seu favor para fazer que Coringa se destacasse do restante dos filmes de heróis da DC e também da concorrente.

“Não se pode vencer a Marvel - é um monstro gigante,” disse Phillipsem entrevista ao ComicBook.com. “Vamos fazer algo que eles não conseguem”, falou.

“Você quer torcer para esse cara até não poder mais,” explicou o cineasta sobre sua visão autoral do personagem Arthur Fleck, uma que começa na inocência e mergulha na loucura e na violência ao decorrer do longa.

Joaquin Phoenix parece compartilhar da opinião do diretor. O astro recusou há alguns anos o papel do Doutor Estranho no MCU, e disse na época: “Eu realmente não me importo com o gênero ou orçamento do filme ou qualquer coisa parecida. Apenas se existe um cineasta com uma visão única envolvido.”

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Com Coringa, a DC espera criar um tom próprio de filmes individualizados e diferenciar-se dos trabalhos da Marvel Studios. Todd Phillips teve a liberdade de criar algo com classificação indicativa restrita para maiores, com suspense, drama e temática mais sombria do que o estúdio rival.

O longa tem poucas ligações com os quadrinhos da DC, como o cenário (Gotham City),  e Thomas Wayne, que por consequência trás um Bruce Wayne ainda criança para história. Sem Batman, a obra busca ser um estudo de personagem com uma versão única do Palhaço do Crime, fato que se evidencia até no visual do personagem, consideravelmente diferente da versão clássica.

Coringa chega aos cinemas brasileiros no dia 3 de outubro.