Neil Gaiman defende elenco de Sandman com atores negros e não-binários

Escritor escreveu no Twitter: 'Não dou a mínima para quem não entende/não leu a HQ'

Felipe Grutter (com supervisão de Yolanda Reis) Publicado em 02/06/2021, às 10h56

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Neil Gaiman (Foto: Charley Gallay/Getty Images para Starz) e Sandman (Foto: Reprodução/DC Comics-Vertigo)

Após a Netflix anunciar o elenco de Sandman, série baseada nos quadrinhos de Neil Gaiman, surgiram algumas reclamações sobre a escalação de atores negros e não-binários. Porém, o criador da obra defendeu a escolha e criticou quem não entendeu as HQs originais. A informação é da EW.

Em 26 de maio de 2021, o streaming confirmou Mason Alexander Park como Desejo, personagem não-binário nas HQs, e Kirby Howell-Baptiste, atriz negra escalada como Morte, visualmente branca no material original.

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A produção e Neil Gaiman foram atacados na internet pela confirmação desses artistas na série de Sandman. O escritor respondeu no Twitter.

"Estou pouco me fo***** sobre o trabalho," respondeu para alguém que o acusou de não proteger os quadrinhos. "Passei 30 anos lutando com sucesso contra filmes ruins de Sandman. Não dou a mínima para quem não entende/não leu a HQ e reclama de Desejo não-binário ou sobre a Morte não ser branca o suficiente. Assista ao programa, decidam-se."

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Morte e Desejo são irmãos de Sonho (Tom Sturridge), protagonista da série, e integrantes do panteão imortal chamado The Endless, no qual cada um deles incorpora um conceito central do universo.

Embora Morte apareça com pele branca em Sandman, ela não é "branca" no sentido de ser caucasiana, mas um branco literal, como se tivesse a cor de um fantasma.

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EW também relatou: é importante notar como os Endless se manifestam de várias maneiras nos quadrinhos, porque representam conceitos atemporais. Como um fã relembrou em um post, compartilhado por Neil Gaiman, Morte se manifesta como uma jovem chinesa em uma história, enquanto em uma das primeiras edições de Sandman, ambientada na África antiga, Sonho aparece como um homem negro.

No Twitter, John Scalzi, autor de ficção científica, escreveu como Desejo "foi realmente a primeira vez na qual encontrei, na ficção, a ideia de uma pessoa não ser binária. Não consigo me imaginar lendo Sandman e desejando o personagem como qualquer outra coisa."

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