Netflix pode não fazer mais filmes interativos depois de processo por Bandersnatch

A editora de livros infantis Chooseco LLC apresentou uma queixa contra a plataforma em janeiro de 2019

Redação Publicado em 26/02/2020, às 18h23

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Black Mirror: Bandersnatch (Foto: Reprodução)

Black Mirror: Bandersnatch foi uma inovação na Netflix. Com muitos finais, a experiência interativa fez sucesso com o público. No entanto, uma disputa judicial pode impactar na decisão da plataforma de fazer futuras produções interativas.

O streaming foi processado pela editora norte-americana de livros infantis Chooseco por usar a frase "Choose your own adventure" ("Escolha sua própria aventura", em português) no filme de 2018. De acordo com o jornal The Hollywood Reporter, a ação judicial foi autorizada pelo juiz William K. Sessions III em Vermont, nos Estados Unidos.

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A Chooseco LLC apresentou sua queixa em janeiro de 2019, afirmando que "Choose your own adventure" dá título a uma franquia de livros, filmes e outras mídias da empresa desde os anos 1980, com mais de 265 milhões de cópias vendidas. 

Reivindicando uma indenização de US$ 25 milhões por danos, a Chooseco acredita que os espectadores de Bandersnatch podem ter ficado confusos sobre a associação da marca de livros com o filme da Netflix, especialmente depois que o personagem principal - um desenvolvedor de videogame - diz ao próprio pai que o trabalho dele é baseado em um livro chamado Choose your own adventure.

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Como o juiz William Sessions decretou que o caso não deve ser anulado prematuramente sem que questões factuais sejam exploradas, a Netflixresolveu ter uma nova abordagem.

Em uma nova proposta apresentada nesta terça, 15, a plataforma pede à Sessions uma declaração de que não violou os direitos da Chooseco, além de buscar pelo cancelamento da marca comercial da empresa e recuperar os custos gastos com o litígio.

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Mesmo que após o sucesso do filme a plataforma ter dito que apostaria mais produções interativas, o processo pode afetar nas futuras decisões da empresa de produzir narrativas com esse tipo de storytelling. Isso porque o streaming não arriscaria gastar mais com processos dentro das produções originais.


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